Marila Velloso ministra oficina de dança contemporânea na Unicentro

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Marila Velloso ministra oficina de dança contemporânea na UnicentroPublicado 24 de novembro de 2016 | Por ariane

Existe um jeito certo de dançar? A oficina de dança contemporânea “Exploração do Movimento” mostrou que não. Integrando a circulação artística “So you really think you can dance?”, da coreografa Marila Velloso, a oficina tinha como objetivo trabalhar todas as partes do corpo na composição do movimento. “Nem sempre a gente usa essa noção de tridimensionalidade do corpo. Então, o pescoço, por exemplo, é um lugar que normalmente segura muito o movimento. Por isso, a oficina trabalha com essa possibilidade de sentir, de conhecer outros pontos do espaço, para a gente não dançar só na vertical”, explica a coreógrafa.

Corpo e movimentos livre são essência da dança contemporânea (Foto: Acioli Caldas)

Corpo e movimentos livre são essência da dança contemporânea (Foto: Acioli Caldas)

A oficina, promovida pela Diretoria de Cultura e aberta ao público e, geral, reuniu participantes de diferentes idades e interesses, como o estudante Rafael Santana Lopez, de 14 anos, que viu na oportunidade uma forma de aprender mais sobre a dança contemporânea. “Eu sempre quis fazer dança contemporânea, e quando surgiu essa oportunidade eu vi uma porta para clarear as minhas ideias porque até agora eu tinha uma base, mas não sabia que ia aprender tanto na oficina”, comenta Rafael.
Quem também se interessou pelo estilo foi a acadêmica de Arte Liliane do Amaral, que já dança Hip Hop há dois anos e aproveitou a oficina para desenvolver novas técnicas. “Eu acho que é importante você ter essa união de Hip Hop e dança contemporânea, até porque os movimentos, a questão corporal, você sente realmente no Hip Hop. E a Marila está trazendo isso, o experimento corporal que a gente precisa, e que às vezes esquece, essa sensação de sentir o corpo”, explica Liliane.
Para Marila Velloso a dança é um processo de criação e experimentação e quando perguntada se existe uma maneira certa de dançar, a coreografa foi categórica. “Absolutamente não! Da minha parte, com muitos anos de profissão, eu acho que cada vez menos existe esse dançar certo, o que é dançar bem quando a gente cria? A gente precisa ainda de uma ordem sequencial de passos de dança para entender aquilo como coreografia?”, comenta Marila.
A circulação “So you really think you can dance?” contou ainda com uma apresentação artística e um bate papo entre público e dançarinos, onde foram discutidas questões sobre a composição do movimento dentro do processo criativo da dança.

Postado em noticiasFonte: Unicentro

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