Curricularização da extensão foi debatida em mesa-redonda no 9º Salão de Extensão

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Curricularização da extensão foi debatida em mesa-redonda no 9º Salão de ExtensãoPublicado 2 de dezembro de 2016 | Por ariane

10% da carga-horária de todo curso de graduação ofertado em território brasileiro deverá ser destinadapara a atividade extensionista. A determinação consta no Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2014-2014 e deverá ser implantada pelas instituições de ensino superior, no máximo, até o final do período. Por isso, o assunto vem sendo debatido por pró-reitores de Extensão e, também, pelas comunidades universitárias. Na Unicentro não é diferente. Por isso, o tema foi incluído na programação do 9. Salão de Extensão, com a realização de três mesas-redondas sobre o tema, uma em cada campi universitário.
As mesas-redondas tiveram como membros os professores Deise Picanço, da Universidade Federal do Paraná (UFPR); André Dala Possa, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC); e Carlos Alberto Oliveira, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Cada um dos convidados apresentou um panorama de as universidades estão encaminhando o processo de creditação da extensão.
“A gente tem discutido na Universidade Federal do Paraná, esse processo como uma necessidade do processo de institucionalização da Extensão. A gente vem discutindo isso há mais de trinta anos, nos Fóruns de pró-reitores e dentro da própria universidade. E, atendendo o principio da indissociabilidade, a creditação da extensão viria nos impulsionar a tomar isso como uma meta”, explicou Deise Picanço.
Para André Dela Possa o processo de creditação da extensão é uma forma da Universidade preparar melhor os estudantes para os desafios que encontrarão na sociedade. “Existe um processo de a própria Universidade repensar o seu fazer educacional, assim como as escolas estão passando pelo mesmo processo – as instituições de educação como um todo estão repensando a sua prática educativa na tentativa de tornar o currículo mais significativo. Ou seja, tornar a experiência do estudante mais próxima, prepará-lo melhor para os desafios que ele encontra na sociedade – tanto desafios na perspectiva econômica, mas principalmente desafios na perspectiva social e sustentável”.

O debate sobre a creditação da extensão foi realizado nos três campi universitários (Foto: Pamela Andrade)

O debate sobre a creditação da extensão foi realizado nos três campi universitários (Foto: Pamela Andrade)

Além da formação acadêmica, a curricularização da Extensão, para o professor Carlos Alberto Oliveira, é uma forma de ampliar o comprometimento dos alunos e professores com o aspecto social do ensino superior público. “Uma Instituição Pública, ela precisa ter nas suas ações uma pertinência social que é dada pela Extensão. Antes de qualquer outra coisa é a Extensão que faz essa pertinência. Então, ter esse principio agregado à formação dos acadêmicos que aí vem dá a Universidade uma pertinência, um comprometimento social muito melhor”.
Essa visão é compartilhada pela pró-reitora de Extensão e Cultura da Unicentro, professora Elaine Maria dos Santos. Para ela, a extensão propicia aos alunos experiências ligadas às questões sociais. “A formação do nosso estudante, ela deve ser uma formação pautada em ensino, pesquisa e extensão, isso é constituição. E a partir de ter essa proposta articulando ensino, pesquisa e extensão, a gente pensa também numa formação cidadã, de modo que o estudante possa ter essa vivência, possa trazer para sua formação experiências, principalmente do cenário no qual ele vai atuar, e isso está muito ligado ao papel social da Universidade, no qual a gente tem como prioridade as questões sociais iminentes da nossa sociedade”.
Na Unicentro, segundo Elaine, a curricularização da Extensão vai procurar respeitar as especificidades de cada curso. “A nossa proposta é começar a trabalhar isso dentro da Unicentro, discutindo, aprofundando, respeitando as especificidades de cada curso, justamente para a gente ter um resultado mais positivo e mais efetivo. E nessa linha, nós já temos promovido algumas ações em parceria com a pró-reitoria de ensino, no sentido de apresentar para nossa comunidade universitária o que é essa curricularização ou creditação da Extensão”, explica Elaine.
Para o professor Marcos Quinaia, do Departamento de Ciência da Computação da Unicentro, a extensão propicia a interseção entre reflexão teórica e prática crítica, essencial na formação dos acadêmicos. “Nosso objetivo na Extensão é fazer com que haja união da parte teórica com a parte prática. O aluno vê na teoria, mas fala para que que eu uso isso? Você vai usar na prática aqui, agora. Esse é o enriquecimento que a gente coloca sendo fundamental para a formação do aluno”.

Postado em noticiasFonte: Unicentro

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