PARIS/ATAQUES: Encontrado carro usado nos tiroteios em Paris

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Paris/ataques –

Artigo publicado em 15 de Novembro de 2015 –
Atualizado em 15 de Novembro de 2015

Encontrado carro usado nos tiroteios em Paris

Local onde o carro Seat preto foi encontrado pela polícia, em Montreuil, arredores de Paris.Local onde o carro Seat preto foi encontrado pela polícia, em Montreuil, arredores de Paris. REUTERS/Benoit Tessier

Um carro preto da marca Seat, utilizado nos tiroteios de sexta-feira à noite em um bar e restaurante de Paris, foi encontrado em Montreuil, nos subúrbios leste de Paris, neste domingo (15), segundo fontes policiais. Paralelamente, seis pessoas próximas a Omar Ismaïl Mostefai, o suicida francês identificado como um dos autores do ataque na casa de espetáculos Bataclan, estão sob custódia, incluindo seu pai, irmão e mulher deste último, informaram fontes judiciais e policiais.

De acordo com as autoridades, os jihadistas usaram ao menos dois veículos de cor negra, um Seat e um VW Polo, este último com matrícula belga. O Polo foi alugado na Bélgica por um francês interpelado no sábado pelas autoridades belgas junto a outras duas pessoas, todas residentes naquele país e desconhecidas dos serviços antiterroristas franceses.

Já o automóvel Seat preto foi utilizado, segundo depoimentos de testemunhas, em dois dos ataques: às 21h32, no fuzilamento em um bar da rua de la Fontaine-au-Roi (cinco mortos) e depois às 21h36, em um restaurante na rua de Charonne (19 mortos). O carro continha várias metralhadoras no interior.

Polícia interroga família de Mostefai

O pai e o irmão de Omar Ismail Mostefai, morto na explosão de seu cinto de explosivos, foram detidos na noite de sábado e buscas foram realizadas em suas casas em Romilly-sur-Seine (leste da França) e Bondoufle (arredores de Paris).

Mostefai, um francês que completaria 30 anos na semana que vem, foi identificado graças a um dedo cortado encontrado na cena do crime.

Nascido em Courcouronnes, subúrbio de Paris, Mostefai foi pequeno delinquente condenado por vários crimes comuns e fichado por sua radicalização islamita a partir de 2010. Mas "nunca tinha sido envolvido em um caso" jihadista, segundo a justiça.

Fonte: Rádio França Internacional

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