Ovacionado, Jean-Paul Belmondo recebe Leão de Ouro em Veneza

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Ovacionado, Jean-Paul Belmondo recebe Leão de Ouro em Veneza

mediaO ator francês Jean-Paul Belmondo no Festival de Veneza, ao receber o Leão de Ouro em 8 de setembro de 2016.
REUTERS/Alessandro Bianchi

Aos 83 anos, com sérios problemas de saúde, o veterano ator francês foi premiado pelo conjunto de sua carreira nesta quinta-feira (8), na 73° edição do Festival de Veneza.

Jean-Paul Belmondo é uma celebridade na Itália e a Mostra de Veneza decidiu recompensá-lo.

Bastante debilitado após o acidente vascular cerebral (AVC) que sofreu em 2001, Belmondo chegou para a coletiva de imprensa apoiado por duas pessoas. Com a respiração ainda irregular, se mostrou "muito feliz e honrado por estar em Veneza".

"Quando eu era jovem, vinha a Roma e buscava a Cinecittà (os estúdios de cinema da capital italiana). Quando voltei a Paris, Vittorio de Sica me chamou e disse 'vou fazer um filme com Sofia Loren'. Esse filme foi 'La Ciociara'", relembrou o ator. Foi este primeiro filme na Itália, em 1960, e depois "La Viaccia" de Mauro Bolognini, em 1961, que fizeram de Belmondo uma celebridade no país.

"Vim várias vezes a Veneza. Gostei quando a sobrevoei a cidade pendurado em um helicóptero" durante o filme "Le Guignolo", recordou, lembrando que também atuou com as belas Gina Lollobrigida e Claudia Cardinale…3 e é por isso que sempre gostei do cinema italiano", brincou.

O ator dos 130 milhões de espectadores também falou sobre sua amizade com Alain Delon, de quem foi rival nas bilheterias nos anos setenta e oitenta. Os dois símbolos do cinema francês atuaram juntos em "Borsalino", de Jacques Deray (1970). "Sou amigo de Alain Delon e os amigos são para sempre", assegurou Belmondo. Questionado sobre sua carreira excepcional, tanto em filmes artísticos como comerciais, afirmou "divertir-se em ambos". "É como a vida, um dia rimos, no outro choramos".

"Agora, apenas sol e mar", disse Belmondo

Acompanhado pela atriz Sophie Marceau, por seu filho Paul – diretor de um documentário sobre o pai – e por seu amigo e ator Charles Gérard, Belmondo recebeu o prêmio ovacionado de pé por toda a sala do Palácio do Cinema. "Jean-Paul Belmondo é uma estrela popular, um ator completo, multifacetário, produtor de cinema, diretor de teatro e também o patriarca de uma bela grande família", declarou Marceau. "'L'Incorrigible', 'Borsalino', 'Pierrot le fou', 'L'Homme de Rio'… todos nos fizeram sonhar", acrescentou Marceau, sua companheira na tela em "Joyeuses Pâques", de George Lautner (1984)

Ator emblemático da Nouvelle Vague, mas também policial ou bandido do cinema francês, Jean-Paul Belmondo competiu em duas ocasiões em Veneza, por "Léon Morin, prêtre", de Jean-Pierre Melville (1961), e "Pierrot le fou", de Jean-Luc Godard (1965). Recebeu uma homenagem especial no Festival de Cannes, em 2011. Indagado sobre suas intenções em termos de cinema, Belmondo declarou: "Já fiz tudo o que queria fazer. Agora apenas sol, mar…", concluiu.

Com informações da AFP

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Fonte: Rádio França Internacional

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