Lei contra obesidade no Chile obriga mudanças em embalagens de 8 mil produtos

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Lei contra obesidade no Chile obriga mudanças em embalagens de 8 mil produtos

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RFI

mediaMais de 60% da população do Chile está acima do peso.
JEFF HAYNES / AFP

Mais de 60% da população chilena está acima do peso. Diante do problema, desde o início desta semana, entrou em vigor uma lei contra a obesidade que prevê mudanças em embalagens de oito mil produtos alimentícios. Para a ministra da saúde do país, Carmen Castillo, o Chile é um país pioneiro na questão.

Com um forte crescimento e um modo de vida a cada vez mais sedentário, o Chile se deparou nos últimos anos com uma grave progressão da obesidade e com os problemas de saúde que resultam da doença. Assim, desde a segunda-feira (27), as empresas alimentícias são obrigadas a veicular uma mensagem em seus produtos que tiverem quantidades elevadas de sal, açúcar e gordura.

Diante da decisão, cerca de oito mil itens comercializados no Chile devem modificar suas embalagens para prevenir os consumidores sobre os perigos de uma alimentação desequilibrada. Muitos destes produtos também foram proibidos de serem comercializados em estabelecimentos escolares. A legislação chilena passou a vetar a venda de alimentos que incluam brinquedos.

Empresas protestam contra a medida

A decisão enfureceu várias multinacionais. Durante muito tempo, grandes empresas da área alimentícia pressionaram o governo para que a medida não fosse aprovada. É o caso da gigante italiana Ferrero, que ameaça apelar à Justiça do país para que o famoso Kinder Ovo possa continuar a ser comercializado no país.

As ameaças e a insistência das multinacionais revoltaram a classe política chilena. Segundo o senador Guido Girardi, algumas empresas persistem em enganar, desrespeitar os direitos e a integridade física e mental dos consumidores, abusando da confiança dos cidadãos.

"Será que devemos nos submeter a essas companhias que fizeram publicidade mentirosa durante vários anos e que são responsáveis por uma pandemia mundial de obesidade, câncer e acidentes vaculares? Ou devemos tomar decisões para que as pessoas sejam corretamente informadas sobre aquilo que consomem", questiona o senador.

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Fonte: Rádio França Internacional

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