Cidade iraquiana de Mossul completa dois anos nas mãos do grupo EI

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Iraque

Grupo Estado Islâmico

Cidade iraquiana de Mossul completa dois anos nas mãos do grupo EI

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RFI

mediaMilícia xiita Hashid Shaabi a caminho do Mossul, bastião do grupo Estado Islâmico no Iraque.
REUTERS/Stringer

Há exatamente dois anos, Mossul, no norte do Iraque, está sob o controle dos combatentes do grupo Estado Islâmico (EI). A segunda cidade do país se tornou o principal bastião dos extremistas no território iraquiano.

Com cerca de um milhão e meio de habitantes, Mossul foi tomada pelo EI em 10 de junho de 2014. Desde então, a população sofre com a repressão dos extremistas, que impõem “condições de vida cada vez mais difíceis, o que alimenta as tensões constantes”, explica Loulouwa Al-Rachid, especialista sobre o Iraque do Centro de pesquisas internacionais (CERI) do Instituto de Ciências Políticas de Paris (Sciences Po). Segundo ela, o sistema de administração implementado pelo grupo na cidade “se tornou paranoico, perseguindo os traidores, os espiões, os que dão informações para a coalizão internacional ou se comunicam com o mundo exterior”.

A pesquisadora ressalta que não há estatísticas exatas sobre o número de homens do EI em Mossul. E se desde o início do ano o cerco da coalizão internacional tem se fechado em torno dos extremistas, ela teme pelo futuro da população. “Trata-se de uma grande cidade, bastião sunita, e os combatentes não hesitarão em usar os moradores como escudos humanos. Não vejo como Mossul pode ser liberada poupando os civis e evitando o banho de sangue”, alerta.

Coalizão internacional se aproxima de Fallujah

Enquanto isso, as forças de elite iraquianas se encontravam nesta sexta-feira (10) a apenas 3 km do centro de Fallujah, cidade a 50 km a oeste de Bagdá, e consolidavam suas posições ao sul deste reduto do grupo jihadista. Segundo o general Abdelwahab al-Sadi, a operação, lançada em 23 de maio para recuperar um dos bastiões dos extremistas, avançava com sucesso. "O EI queria que a batalha ocorresse fora da cidade, mas atuamos e recuperamos toda esta zona em oito dias", disse o militar, em alusão aos arredores de Fallujah. "Estaremos no centro da cidade em questão de dias", acrescentou.

As forças iraquianas recebem apoio aéreo da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. O EI proclamou em junho de 2014 a criação de um "califado" entre Iraque e Síria.

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Fonte: Rádio França Internacional

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