Capriles desembarca no Brasil para mobilizar vizinhos latinos contra Maduro

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Capriles desembarca no Brasil para mobilizar vizinhos latinos contra Maduro

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RFI

mediaCapriles durante discurso no Paraguai, antes de embarcar para o Brasil.
REUTERS/Jorge Adorno

O opositor venezuelano Henrique Capriles começou nessa segunda-feira (13) um giro pela América Latina para tentar convencer os líderes dos países vizinhos da importância da realização de um referendo contra o presidente Nicolás Maduro. Depois de Paraguai e Argentina, ele deve se reunir com o chanceler brasileiro José Serra nesta terça-feira (14).

A viagem de Capriles começou em Asunción, onde ele foi recebido pelo presidente paraguaio Horacio Cartès, um aliado tradicional da oposição de Caracas. “A Venezuela vive a pior crise de sua história (…) Não nos deixem sozinhos”, declarou. “Precisamos de sua ajuda e também dos irmãos da região para que a Constituição seja respeitada. Pedimos que o Mercosul e a Unasul exijam de Maduro o respeito da Constituição”, completou.

Capriles busca o apoio dos países vizinhos contra o presidente venezuelano. Maduro, que sofre que baixos índices de popularidade, enfrenta há meses uma oposição cada vez mais virulenta que tenta, após ter conquistado o Parlamento nas últimas eleições legislativas, destitui-lo por meio de um referendo revogatório.

Depois de passar por Asuncíon, Capriles foi até Buenos Aires para um encontro com o presidente de centro-direita Mauricio Macri – que também se opõe ao governo venezuelano –, antes de embarcar para o Brasil. O opositor tem encontro marcado com o ministro brasileiro das Relações exteriores, José Serra.

Maduro descarta deixar o poder

O referendo revogatório pode ser ativado na metade do período de Maduro, completada este mês. Para ser convocado, são necessárias as assinaturas de 20% dos eleitores, quase quatro milhões.

No entanto, Maduro descartou no sábado (11) qualquer hipótese de referendo em 2016, o que impediria a organização de novas eleições. Já nesta segunda-feira o governo venezuelano apresentou um recurso alegando que há “fraude” na coleta das assinaturas para esse referendo.

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Fonte: Rádio França Internacional

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