Austrália pede reforço de segurança no Rio após assalto de atleta

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Jogos Paralímpicos de 2016

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Austrália pede reforço de segurança no Rio após assalto de atleta

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RFI

mediaA atleta paralímpica Liesl Tesch (esquerda) foi assaltada neste domingo(19), no Rio de Janeiro.
REUTERS/Luke MacGregor/File photo

O Comitê Paralímpico australiano pediu nesta terça-feira (21) aos organizadores dos Jogos Olímpicos do Rio que reforcem a segurança da cidade, depois da agressão sofrida por Liesl Tesch, medalha de ouro na vela nos Jogos de Londres.

A atleta estava andando de bicicleta em um parque na companhia da fisioterapeuta da seleção australiana, Sarah Ross, quando ambas foram abordadas por dois homens armados. Elas foram obrigadas a entregar as bicicletas aos assaltantes, que fugiram pedalando.

"Acho que disseram 'dinheiro', então levantei a camisa e disse: 'Olha, não tenho nada'. Depois ele apontou a arma para mim, me empurrou o ombro e eu acabei caindo. Ele pegou a minha bicicleta enquanto o outro pegou a bicicleta da fisioterapeuta da nossa equipe. Foi horrível", declarou a esportista.

Kate McLoughlin, chefe da missão do Comitê Paralímpico australiano, declarou que as duas vítimas do assalto estavam "afetadas, mas sãs e salvas".

Atletas são alvos de criminosos

Este novo incidente acontece dias depois que a atleta brasileira do tiro esportivo, Anna Paula Cotta, foi ferida a bala na cabeça após ter sido assaltada no Rio de Janeiro. Ela está hospitalizada em estado crítico. Membros da equipe espanhola de vela também foram vítimas de violência no mês passado.

Kitty Chiller, do Comitê Olímpico Australiano, apelou aos organizadores que mobilizem forças de segurança extras. "Estamos muito preocupados, os organizadores devem revisar o nível de segurança", disse. “Este não é um incidente isolado. Atletas têm sido assaltados enquanto treinam ou durante competições de teste no Rio. E nós queremos nossos atletas protegidos”, afirmou Chiller.

Segundo o Comitê Olímpico australiano, os organizadores se comprometeram a mobilizar cerca de 100.000 policiais, militares e agentes de segurança além das forças já atuantes.

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Fonte: Rádio França Internacional

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