“Situação continua tensa no Sudão do Sul”, alerta a ONU

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Funcionários da operação de paz falam de intimidação e impedimento das suas operações; autorizações de voo para o pessoal da ONU foram negadas; Unmiss investiga alegações de estupro de soldados sul-sudaneses a civis próximo do complexo que acolhe os deslocados internos.

Complexo da ONU em Juba abriga civis. Foto: Unmiss

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A situação continua tensa no Sudão do Sul depois de quatro dias de combates que causaram a morte de mais de 270 pessoas.

A Missão das Nações Unidas no país, Unmiss, disse que o pessoal da operação de paz fala de um aumento dos níveis de intimidação e do impedimento das suas operações. As ações incluem a recusa de autorizações de voo.

Cessar-fogo

A avaliação foi feita uma semana depois do cessar-fogo declarado pelo presidente Salva Kiir, na sequência da violência entre as suas forças leais e as do vice-presidente Riek Machar na capital, Juba.

A Unmiss aponta "relatos profundamente perturbadores" de violência sexual, que incluem casos de estupro de soldados locais contra civis que vivem nos arredores da Casa das Nações Unidas na maior cidade sul-sudanesa.

A missão investiga as informações desses atos e destaca que, a serem verdadeiras, podem ser considerados crime de guerra. O apelo a todas as partes é que cumpram a responsabilidade de proteger civis.

Armas

O documento ressalta que os autores do tipo de ataques serão responsabilizados. No fim de semana, várias armas e munições foram apreendidas no maior local de proteção de civis em Juba. Os artigos encontrados durante as buscas do fim de semana incluem facões e uniformes militares.

Nos arredores da Casa das Nações Unidas, continuam patrulhas da Unmiss para proteger 29 mil civis e outras num complexo na área de Tomping, com 3 mil.

Na capital do estado de Jonglei, Bor, há relatos de restrições contra as patrulhas das forças de paz fora da cidade e em áreas como o mercado.

Cólera

Entretanto, aumentam temores de uma epidemia de cólera em Juba que registou uma série de casos suspeitos de cólera.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, disse que está a dar resposta a um surto e a fornecer assistência médica emergencial aos deslocados, após um alerta de 30 casos suspeitos de cólera e uma morte.

Os primeiros resultados deram positivo para 13 pessoas do grupo, que aguardam por mais exames para confirmação.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

Fonte: Rádio ONU

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