Síria: ONU alarmada com escalada da violência em Alepo

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Comunicado conjunto de coordenadores humanitários expressa preocupação com "centenas de milhares de pessoas"; entre 8 e 11 de julho, 57 pessoas teriam morrido, incluindo 15 crianças, e 497 ficaram feridas.

O coordenador Residente e Humanitário da ONU na Síria, Yacoub El Hillo (ao centro). Foto: Ocha (arquivo)

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Representantes da ONU pediram nesta quarta-feira a todas as partes em conflito na Síria que interrompam ataques indiscriminados a civis e respeitem plenamente a lei humanitária internacional.

"As Nações Unidas estão profundamente alarmadas pela escalada da violência dentro e ao redor da cidade de Alepo, colocando centenas de milhares de pessoas em risco de morte e ferimentos", disse um comunicado conjunto.

Assistência Humanitária

A declaração foi feita pelo coordenador Residente e Humanitário da ONU na Síria, Yacoub El Hillo, e o coordenador Humanitário regional para a crise no país, Kevin Kennedy.

A ONU também pediu a todos os envolvidos que permitam a entrega da assistência humanitária, exigida por resoluções do Conselho de Segurança, e a rápida e segura retirada de civis que queiram sair.

Desde o dia 7 de julho, pesados combates entre forças do governo da Síria e grupos armados não-estatais tornaram intransitável a última estrada de acesso ao leste de Alepo.

A informação é do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha.

Fuga

Desde então, forças do governo e curdas, segundo relatos, teriam tomado controle da maior parte da via, cortando o movimento humanitário, comercial e civil dentro e fora do leste de Alepo.

Isto estaria deixando entre 200 mil e 300 mil pessoas mais próximas da linha de fogo e sob risco de cerco.

Mesmo antes da recente escalada da violência, entre 10 mil e 30 mil pessoas fugiram da área entre janeiro e junho devido à crescente insegurança.

Bombardeios Aéreos

O comunicado conjunto também destacou a perigosa situação de segurança, citando bombardeios aéreos por forças do governo na área rural de Alepo.

A declaração também menciona centenas de morteiros e projéteis lançados na semana passada, tendo como alvo o leste da cidade, e explosivos antiaéreos entrando em diversos bairros civis.

Entre 8 e 11 de julho, 57 pessoas teriam sido mortas, incluindo 15 crianças, e 497 ficaram feridas.

Necessidades

A ONU e seus parceiros no leste de Alepo têm comida suficiente para 145 mil pessoas por um mês, mas necessidades humanitárias devem ser abordadas imediatamente. Isto inclui o reestabelecimento de retiradas de pessoas por questões médicas.

Segundo o comunicado conjunto, embora seja difícil obter informação sobre o leste de Alepo, por conta de restrições de acesso, "a área está entre as mais afetadas pelo conflito", com a maioria da população com "grande dependência de ajuda humanitária".

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Fonte: Rádio ONU

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