ONU alerta que “tempo está a esgotar-se” para nigerianos do nordeste

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Responsável humanitário regional visitou áreas afetadas pelo Boko Haram; mais de 4,4 milhões de nigerianos enfrentam insegurança alimentar severa; coordenador alerta para sofrimento "nunca antes visto".

Conflito compromete atividades de subsistência e de mercado realizadas por deslocados. Foto: ONU.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um responsável das Nações Unidas alertou esta sexta-feira que "o tempo está a esgotar-se" para as populações mais pobres que vivem em áreas rurais no nordeste da Nigéria.

No fim de uma visita à área, o coordenador Humanitário da ONU para o Sahel disse que "se não houver ação agora, o sofrimento será maior e mais profundo como nunca antes visto". O foco da deslocação de Toby Lanzer foram os estados de Borno e Yobe.

Sofrimento

O representante fala de um cenário que pode ser mais complicado "para todos os envolvidos nas ações para aliviar o sofrimento das pessoas e estabilizar a situação".

Faltam cerca de US$ 200 milhões dos doadores para uma "ação e resposta internacional mais intensas". Lanzer disse que o valor pode ajudar a alimentar 431 mil pessoas e resolver a situação da desnutrição aguda grave de 50 mil menores.

Subsistência

O responsável destacou ainda "avanços notáveis" na segurança e no acesso da ajuda nos últimos meses, mas revelou que as milícias Boko Haram causam instabilidade e "ameaçam a vida e os meios de subsistência de milhões de pessoas".

As Nações Unidas estimam que 90% dos nigerianos dependem da agricultura, da pesca e da pecuária. Somente no nordeste 4,4 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar severa devido à piora da segurança nos últimos três anos.

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Fonte: Rádio ONU

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