Milhares continuam a fugir dos combates no Sudão do Sul

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Alerta é da Agência da ONU para Refugiados, Acnur; mais de 26 mil pessoas buscaram refúgio em Uganda desde o início dos confrontos em 7 de julho; mais de 90% dos recém-chegados no país vizinho são mulheres e crianças.

OIM presta assistência médica a família de deslocados internos em clínica temporária no Sudão do Sul. Foto:: OIM 2016

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Milhares de pessoas continuam a fugir da incerteza e dos combates no Sudão do Sul, alerta a Agência da ONU para Refugiados, Acnur.

Desde a eclosão dos confrontos entre as forças leais ao presidente Salva Kiir e aquelas que apoiam o primeiro-vice-presidente Riek Machar, em 7 de julho, quase 26,5 mil pessoas atravessaram a fronteira para o norte de Uganda.

Mulheres e Crianças

Mais de 90% dos recém-chegados são mulheres e crianças. Na quinta-feira, cerca de 8,3 mil refugiados atravessaram a fronteira.

O fluxo está pressionando seriamente a capacidade dos centros de trânsito e recepção.

Violência

Recém-chegados em Adjumani contam que os combates continuam. Há relatos de que homens armados continuam saqueando propriedades, recrutando à força meninos e homens jovens e assassinando civis em Magwi.

Segundo o Acnur, outro comboio das forças armadas ugandesas deve retirar cidadãos do país que estão no Sudão do Sul nesta sexta-feira. Em ocasiões anteriores, um grande número de refugiados usou a oportunidade de fugir do país acompanhando o comboio.

Deslocados Internos

A Organização Internacional para Migrações, OIM, calcula que cerca de 83 mil pessoas permaneçam deslocadas e precisando de assistência humanitária na cidade de Wau após combates no fim de junho.

Enquanto a agência parceira da ONU continua fornecendo assistência vital deslocados internos no local, agências humanitárias não tem conseguido acessar pessoas abrigadas no sul da cidade devido à questões de insegurança nas últimas semanas.

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Fonte: Rádio ONU

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