Chefe dos Direitos Humanos destaca retorno à violência em Moçambique

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Zeid Al Hussein apontou deslocamentos em áreas afetadas por combates entre o exército e forças do maior partido da oposição; discurso menciona relatos de “raptos, execuções sumárias, maus tratos e ameaças” a ativistas e jornalistas.

Zeid Al Hussein falou no Conselho de Direitos Humanos nesta quarta-feira. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos mencionou a situação atual de Moçambique num discurso apresentado esta quarta-feira no Conselho de Direitos Humanos.

Falando em Genebra, Zeid Al Hussein disse que o país, “considerado uma história de sucesso africano nos últimos anos, mostra sinais de retorno à violência”.

Deslocamentos

O representante destacou o reinício dos confrontos armados entre forças do partido Renamo, na oposição, e do Exército que “levaram a deslocamentos nas áreas afetadas”.

O país também foi citado por relatos dando conta de “raptos, execuções sumárias, maus tratos e ameaças a defensores dos direitos humanos e jornalistas”.

O apelo ao governo é que “envie todos os esforços para a prestação de contas dos criminosos” e “aborde a corrupção, que priva a muitos dos seus direitos económicos e sociais”.

Conflitos

O pronunciamento analisou vários conflitos mundiais e foram destacadas as realidades de países africanos como Burundi, República Centro-Africana, Sudão, Sudão do Sul, Mali, Mauritânia, Egito e Líbia.

Zeid revelou que “o ódio está a tornar-se integrado” e que retornam as “barreiras que atormentaram as gerações anteriores e nunca produziram qualquer solução sustentável para nenhum problema”.

O responsável disse que ainda podem ser construídas sociedades com disputas que podem ser resolvidas pacificamente por instituições imparciais e eficazes, e onde sejam respeitados os direitos das pessoas ao desenvolvimento e a outros direitos fundamentais.

Ele frisou ainda que os países podem definir regras para que as instituições da lei ofereçam a confiança da justiça imparcial, consolidem a confiança e a força.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

Fonte: Rádio ONU

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