Ataque em Nice: Zeid deplora “golpe visando o coração da humanidade”

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Chefe de direitos humanos quer resposta "cuidadosamente calculada e altamente sofisticada" ao tipo de atos; agências de notícias indicam que mais de 80 pessoas perderam a vida no incidente desta quinta-feira.

Zeid Al Hussein . Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, publicou uma nota que reage ao ataque com um camião que chocou contra uma multidão durante as celebrações do Dia da Bastilha na quinta-feira, na cidade francesa de Nice.

Zeid Al Hussein destaca que a ação contra as pessoas comuns, usando o tipo de veículo como uma arma mortal, é "mais um golpe visando o coração da humanidade por parte dos extremistas".

Tempestade

O chefe dos Direitos Humanos mencionou ataques recentes em Bagdad, Bruxelas, Daca, Istambul, Medina e Orlando para dizer que palavras de condenação soam como folhas agitadas caídas "após outra violenta tempestade".

Para ele, enquanto são apurados motivos dos assassinatos, o mundo é "confrontado por uma ideologia que parece estar a criar uma fonte infinita de fanáticos dispostos a matar por matar".

Como explicou, quando se torna mais difícil um meio para matar "sequestrando aviões, colocando bombas ou obtendo fuzis de assalto, os autores encontram um outro. Zeid defende que a resposta tenha de ser cuidadosamente calculada e altamente sofisticada.

Estado de Emergência

De acordo com agências de notícias, pelo menos 84 pessoas morreram no incidente. As autoridades estenderam por mais três meses o estado de emergência decretado em todo o país depois dos ataques de novembro em Paris.

Para Zeid a reacção ao tipo de ação não tem a ver simplesmente com o aumento da segurança, mas trata-se de esvaziar a própria ideologia.

Motivação

Horas após o incidente, o Conselho e Segurança sublinhou que é preciso levar os autores de "atos terroristas" à justiça. Os 15 países-membros reiteraram que os atos de terrorismo são criminosos e injustificáveis, independentemente de sua motivação, onde, quando e de quem os cometeu.

Na nota, os integrantes do Conselho reafirmaram que é preciso que todos os Estados combatam a prática por todos os meios, de acordo com a Carta das Nações Unidas e outras leis e tratados internacionais.

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Fonte: Rádio ONU

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