Alto comissário da ONU pede libertação de centenas sequestrados em Fallujah

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Em comunicado, Zeid al Hussein pediu ao Iraque que localize 600 homens e meninos levados após a recaptura de Fallujah; ele também lamentou a perda de mais de 150 vidas no atentado suicida em Bagdá.

Alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O alto comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos pediu a localização e libertação imediata de 600 homens e meninos sequestrados em Fallujah, no mês passado, após a recaptura da cidade iraquiana.

Em comunicado, Zeid Al Hussein também condenou a morte de mais de 150 pessoas num ataque suicida em Bagdá, no domingo.

Milícias

Ele afirmou que as autoridades iraquianas além de fazer mais para proteger os cidadãos dos ataques do autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, o país precisa garantir a segurança dos civis, atacados por milícias quando tentam fugir das cidades retomadas pelo movimento islâmico.

Zeid condenou o que chamou de "terrível atrocidade" por parte do Isil, que alvejou inocentes que estavam celebrando o ramadã, o mês de jejum dos muçulmanos, na capital do país, Bagdá.

O alto comissário lembrou de outros ataques como o praticado em Daca, em Bangladesh, ou o atentado ao aeroporto de Istambul, e à boate de Orlando, nos Estados Unidos.

Sociedades

Para ele, qualquer resposta ou vingança só ajudará o movimento islâmico Isil a cumprir com a estratégia de dividir sociedades e promover o ódio.

Zeid afirmou que o Isil tem que ser derrotado rapidamente.

Ele acredita que após a perda de Ramadi e Fallujah, com a probabilidade de Mosul ter tornar o novo campo de batalha, o Isil deverá cometer mais atrocidades em seu objetivo de implodir o Iraque de novo.

Fonte: Rádio ONU

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