Acnur alerta para aumento da pobreza de refugiados sírios

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Relatório da agência da ONU mostra avanços na entrega de ajuda, mas diz que situação dos sírios que fugiram por causa do conflito continua piorando nos países vizinhos.

Refugiados sírios. Foto: OIM

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, alertou para o aumento do número de refugiados sírios vivendo na pobreza.

O Plano Regional para Refugiados e Resiliência 2016, também chamado de 3RP, divulgado esta terça-feira, mostrou avanço na entrega de ajuda a essas pessoas, mas ao mesmo tempo diz que o acesso a serviços básicos continua sendo um grande desafio.

Pobreza

Apesar do progresso, o Acnur diz que no Líbano, por exemplo, a média da dívida de cada família refugiada sofreu uma alta no primeiro trimestre deste ano. O número de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza chegou a 70% em comparação aos 50% de 2014.

Na Jordânia, 90% dos refugiados sírios registrados nas áreas urbanas vivem abaixo da linha de pobreza e 67% das famílias têm dívidas. No Egito, são mais de 62 mil refugiados vivendo na pobreza.

O documento, preparado pelo Acnur junto com mais de 200 organizações nacionais e internacionais, tem como foco avaliar o progresso alcançado este ano na assistência aos refugiados na Turquia, na Jordânia, no Iraque, no Líbano e no Egito.

Segundo a agência da ONU, com o conflito na Síria passando dos cinco anos, os governos e as comunidades que estão abrigando os sírios são os que mais sofrem o peso econômico, político, social e de segurança.

Pressão

As instituições públicas desses países estão sob "extrema pressão" para fornecer serviços básicos a um número crescente de pessoas consideradas "vulneráveis".

O relatório afirma que com o apoio de doadores, o 3RP conseguiu entregar assistência financeira a mais de 102 mil famílias e alimentos para mais de 2 milhões de pessoas.

Abrigo

Além disso, foi possível prestar serviços de saúde a mais de 1 milhão, fornecer abrigo de emergência a mais de 25 mil famílias e ajudar 5,6 mil pessoas a encontrarem um emprego.

A principal resposta do Plano Regional para Refugiados é investir em serviços e sistemas nacionais nos países que abrigam refugiados. Organizações parceiras disseram que forneceram apoio a quase 200 escolas, clínicas e hospitais na região.

Dos US$ 4,5 bilhões pedidos pelas agências da ONU para cobrir as operações de ajuda, só foram recebidos 30% até 31 de maio.

Fonte: Rádio ONU

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