A Place To Bury Strangers – Pinned (2018)

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A Place To Bury Strangers – Pinned (2018)

 

Das bandas mais foda dos últimos sei lá quantos anos, o A Place To Bury Strangers não cessa de se reinventar dentro de seu universo caótico, sombrio e barulhento. Se em Transfixiation (de 2015) a banda do Brooklyn se aproximou de algo eletrônico/industrial e construiu uma massa sonora devastadoramente alta, em Pinned – último disco deles gravado no estúdio Death by Audio e lançado em abril último pela Dead Oceans – Oliver Ackermann e cia. ‘reduziram’ o volume, mergulharam (novamente) nas águas do pós-punk e mais uma vez criaram um trabalho irrepreensível.

A entrada da baterista e vocalista Lia Simone Braswell trouxe para a fórmula do APTBS um ingrediente que, se até então não fazia falta, agora é toda a diferença: dividindo os vocais com Ackermann em praticamente todo o álbum, ela traz algo de luminoso à canções basicamente trevosas como a devastadora “Never coming back”, que abre Pinned, e “There’s only one of us”, pra citar só duas.

E se no primeiro parágrafo falei em redução de volume, não espere redução de ruídos. Experimente ouvir a introdução eletrônica e os reverbs à surf music de “I know I’ve done bad things” ou a dark “Act your age”: começam ‘básicas’ e de repente são engolida por uma tempestade elétrica. Essa é a pegada de Pinned, do começo ao fim.

No mais, em meio à avalanche de bandas incensadas como a salvação da lavoura pós-punk – uma delas do cast da Dead Oceans, aliás – o APTBS chegou pra dizer: venham a mim, crianças, e lhes mostrarei o caminho, a verdade e o caos. Assim seja.

Altamente recomendado!

 

Fonte: Pequenos Clássicos Perdidos

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