Reino Unido: UKIP perde último representante no Parlamento

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Reino Unido: UKIP perde último representante no Parlamento

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RFI

Publicado a 25-03-2017

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O partido nacionalista UKIP, um dos principais defensores do Brexit, está à deriva. Depois do referendo britânico que ditou a saída da União Europeia, o partido enfrenta um período de convulsão interna.
REUTERS/Vincent Kessler

O UKIP perdeu hoje o último representante que tinha no Parlamento. Douglas Carswell anunciou que vai manter as suas funções mas como independente.

O partido nacionalista UKIP, um dos principais defensores do Brexit, está à deriva. Depois do referendo britânico que ditou a saída da União Europeia, o partido enfrenta um período de tumulto. Tudo começou quando o seu líder, Nigel Farage, abandonou o leme poucos dias após a vitória do Brexit.

Desde então, várias facções têm-se demarcando no seio do próprio partido. Douglas Carswell, o último representante do UKIP no Parlamento, era um elemento relativamente moderado e visto pelos radicais como sendo uma ameaça para o futuro do partido. Anunciou hoje que vai deixar de representar o partido anti-imigração mas que manterá as suas funções como independente.

O abandono está a gerar várias reacções. Nigel Farage, por exemplo, já veio dizer que "Carswell saltou antes de ser empurrado. Nunca foi UKIP e sempre tentou minar-nos. Devia ter saído há muito tempo". Carswell, no entanto, garante que saiu em termos amigáveis, realçando que o Brexit está em boas mãos. "Na próxima quarta-feira, a primeira-ministra vai accionar o Artigo 50, dando início ao processo formal da saída do país da União Europeia. Ao fim de 24 anos, conseguimos. O Brexit está em boas mãos", afirmou o ex-deputado do UKIP.

Este anúncio ocorre num dia em que milhares de londrinos organizaram uma manifestação na capital inglesa. Reclamam que querem ser consultados no processo de separação da União Europeia, que começará dia 29 de Março. Entre as principais reivindicações, afirmam que desejam manter-se no mercado único e querem que os cidadãos europeus possam continuar a viver no Reino Unido.

Fonte: Rádio França Internacional

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