Letras Português do campus Irati é primeiro lugar no Paraná e quarto no Brasil, segundo CPC

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Alunos do 1. ano de Letras Português em atividade em sala de aula (Foto: Marina Lukavy)

Alunos do 1. ano de Letras Português em atividade em sala de aula (Foto: Marina Lukavy)

A sintonia entre corpo docente e alunos somada ao projeto político-pedagógico garantiram ao curso de Letras Português da Unicentro o primeiro lugar no Paraná, a segunda colocação na Região Sul e a quarta posição nacional no último Conceito Preliminar de Cursos (CPC), que é uma das formas de avaliação da qualidade dos cursos superiores pelo Ministério da Educação (MEC). Letras conquistou o conceito 4, numa escala que vai de zero, o mínimo, a cinco, o máximo.

A chefe do Departamento de Letras, Marcela de Freitas Ribeiro Lopes comemora o resultado. “Foi bem importante. Primeiro, pela autoestima dos alunos e dos professores. Se a gente pensar em tudo o que está acontecendo em relação as licenciaturas, isso é um estímulo. Tem também a visibilidade que o curso conquistou, agora, no Paraná e no Brasil. Esse índice pode abrir as portas para nós com relação a projetos financiados, e até diminuir a evasão, esperamos que isso ajude com que os alunos permaneçam no curso”.

Segundo Marcela, o Departamento está bem unido nas discussões de reestruturação e de aplicação do projeto político-pedagógico. Hoje, o curso busca tornar os alunos professores críticos, que tenham um olhar analítico em relação a linguagem, tanto nos estudos linguísticos, quanto nos literários. “Temos alunos de Irati, mas muitos são de outros municípios da região e que vem, as vezes, até da zona rural. Muitos deles trabalham durante o dia. E nós sabemos a dificuldade que é para eles virem para o curso de Letras no período noturno. Mas, mesmo com todos esses empecilhos, eles são ótimos alunos, interessados, gostam do curso, e isso ajuda muito para que eles consigam progredir. Em relação ao nosso trabalho com eles, acredito que o primeiro ponto é valorizar as qualidades desses alunos e trabalhar com as dificuldades”, afirma a chefe do Departamento.

Marcela lembra que outro fator importante é a qualificação dos professores, na maioria doutores. Todos realizam pesquisas e participam de grupos de pesquisa da Unicentro. A produção é publicada em revistas científicas da área ou em livros. “Os grupos de pesquisa são bem ativos, os professores estão sempre em reunião nos laboratórios. Temos, a partir desse ano, e isso não entrou na avaliação, o Núcleo Docente Estruturante (NDE). Nele, estão acontecendo muitas discussões sobre as novas diretrizes curriculares para os cursos de licenciatura, por exemplo. Ou seja, são vários projetos que estão sendo desenvolvidos nos espaços do curso”, complementa.

E é justamente esse debate que, para a professora Marileia Gartner, contribuiu para a boa colocação do curso no CPC. Marileia esteve a frente do Departamento nos últimos quatro anos. Ela conta que foi a partir de um processo de avaliação anterior que o curso buscou mapear os pontos negativos e positivos e, a partir deles, definir quais caminhos seriam necessários percorrer para efetivamente melhorar. “Hoje nós temos um curso que ficou muito bem-conceituado, mas esse resultado se deu depois de todo um processo que iniciou há 40 anos. Não podemos esquecer esse momento histórico, temos pessoas importantes e ações importantes no percorrer desse histórico do curso, mas que foi muito bem mapeado e pensado nos últimos quatro anos. Tivemos uma avaliação, quando estava em meu primeiro mandato, na qual ficamos em sétimo lugar no Paraná. E depois do resultado da avaliação, nós tínhamos um mapeamento bem importante dos nossos pontos negativos, a equipe pedagógica começou a discutir. Tivemos uma reestruturação curricular e os cuidados com todo o corpo docente do curso de tentar superar as nossas dificuldades”, relembra Marileia.

O curso conta também com os projetos de extensão, conhecidos por aproximar a universidade da comunidade. São destaque o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid); o Nees, que é o Núcleo de Estudos Eslavos e desenvolve atividades junto à comunidade eslava da região; e o Sábados Literários.

A acadêmica do terceiro ano de Letras Português, Lorena Reck Portela Rebesco, ao falar do curso cita a qualidade dos docentes. “A maioria dos nossos professores são doutores, pós-doutores. Então, o nível intelectual é muito elevado. Os professores têm uma capacidade muito grande e eles buscam, em primeiro lugar, a educação, o conhecimento e o trabalho científico”.

No curso de Letras, Lorena tem aproveitado todas as oportunidades que possam acrescentar conhecimento a sua formação. Ela já participou do Pibid, e dos programas de iniciação científica e de monitoria. “É um conjunto, é o esforço dos alunos, é a capacidade intelectual dos professores, e todo o carinho e dedicação que eles têm aqui na universidade e todos esses outros programas. Eu penso que tudo isso propiciou que o nosso curso tivesse um desempenho tão bom em nível estadual e nacional”, avalia a acadêmica.

Fonte: Coorc Unicentro

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