Cesta básica, em Guarapuava, ficou 4,28% mais cara

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Todo mês, o Nepe, que é o Núcleo de Estudos e Práticas Econômicas da Unicentro, calcula o valor da cesta básica de Guarapuava. Para isso, professores e estudantes da universidade levam em consideração a base de preços do Programa Menor Preço do Estado do Paraná. Além disso, são pesquisados os valores em todos os pontos de venda e são tomados como referência os menores encontrados.

Em outubro, os produtos da cesta básica, em Guarapuava, tiveram um aumento de 4% em relação ao mês anterior, como conta a economista e pesquisadora do Nepe, professora Luci Nychai, do Departamento de Ciências Econômicas da Unicentro. “O valor da cesta básica de outubro de Guarapuava totalizou R$ 474,43, representando um aumento de 4,28% em relação a setembro”, completa.

Segundo a professora Luci, os principais fatores para o aumento da cesta básica são o aumento do consumo de alimentos, já que as pessoas estão mais em casa por conta da pandemia; o aumento dos custos da produção devido a alta de insumos importados; a alta dos combustíveis; o aumento das exportações dos produtos agropecuários; o desabastecimendo do mercado interno; a escassez de matéria-prima e a consequente dificuldade da indústria e do comércio de repor seus estoques. Todas essas questões resultaram numa alta de mais de 26% na cesta básica desde o início deste ano. “No acumulado de janeiro a outubro, o valor da cesta básica de alimentos de Guarapuava acumula uma alta de 26,53% representando uma inflação de alimentos 9,7% maior, se comparado ao mesmo período de 2019, cujo o aumento da cesta básica foi de 16,82%”, detalha Luci.

Apesar da alta, o mês de outubro apresentou um aumento menor se comparado ao mês de setembro, que teve alta de 5,27%. Ainda assim, a tendência continua sendo de crescimento e, no período, os produtos que mais subiram foram as hortaliças e as frutas. “Em outubro, os produtos hortifruti que compõem a cesta básica – como a banana, o tomate, a batata – tiveram uma alta maior devido a escassez de sua oferta provocada por problemas climáticos. principalmente, a estiagem”, finaliza a docente.



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