VENEZUELA/POLíTICA: Maduro é acusado de responsabilidade em morte de opositor

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Venezuela/Política –

Artigo publicado em 27 de Novembro de 2015 –
Atualizado em 27 de Novembro de 2015

Maduro é acusado de responsabilidade em morte de opositor

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. REUTERS/Denis Balibouse

Lilian Tintori, uma das líderes de oposição ao governo, acusou nesta quinta-feira (26) o presidente Nicolás Maduro de ser o responsável pela morte de Luis Manuel Díaz, secretário-geral da Ação Democrática (AD). Ela mesma se diz ameaçada após a morte de Diaz, baleado na noite de quarta-feira durante um comício eleitoral.

"Eles querem me matar", declarou Lilian, esposa de Leopoldo Lopez, um dos líderes de oposição ao governo e que continua detido. Durante a conferência de imprensa, em Caracas, ela disse que estava a cerca de "dois metros" de Luis Manuel Dias quando ele foi atingido por um disparo durante um comício em Altagracia de Orituco, no centro do país.

"Eles querem aterrorizar os venezuelanos. Para mim, Nicolás Maduro é o responsável direto", afirmou. No entanto, ela pediu "calma" aos partidários do Partido Ação Democrática.

Lilian Tintori se tornou uma das figuras mais importantes da oposição venezuelana depois que seu marido, o líder da ala radical de oposição, Leopoldo Lopez, foi detido em fevereiro de 2014. Ele foi condenado a 13 anos de prisão por seu suposto papel nas manifestações contra o governo entre fevereiro e maio de 2014.

Reações

O porta-voz nacional do partido Ação Democrática, Henry Ramos Allup, atribuiu o crime a "grupos armados" vinculados ao partido de Maduro. Estados Unidos e União Europeia condenaram o assassinato e pedem ao governo da Venezuela que proteja todos os candidatos políticos". Para Washington, "campanhas de medo, violência e intimidação não têm lugar em uma democracia".

Na quinta-feira (26) a União Europeia mostrou sua preocupação com o aumento da violência relacionada à campanha eleitoral. "O assassinato ontem (25) de Luis Manuel Diaz, secretário-geral da Ação Democrática marca uma nova deterioração de uma situação já tensa devido à campanha das eleições parlamentares de 6 de dezembro", declarou a União Europeia, em comunicado.

Fonte: Rádio França Internacional

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