Um milhão protestam em Seul contra presidente e amiga acusada de corrupção

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Um milhão protestam em Seul contra presidente e amiga acusada de corrupção

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RFI

mediaManifestantes protestam contra presidente em Seul.
REUTERS/Kim Hong-Ji

Os organizadores de um megaprotesto neste sábado (12) para pedir a renúncia da presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, afirmam que um milhão de pessoas participaram na manifestação, segundo a agência de notícias Yonhap. A polícia, por sua vez, falou de cerca de 170 mil pessoas e posteriormente corrigiu a cifra para 260 mil.

A origem dos protestos é Choi Soon-Sil, confidente e amiga há 40 anos da presidente sul-coreana, que foi detida sob suspeita de tráfico de influência, abrindo caminho a um escândalo político de consequências imprevisíveis para Park Geun-Hye.

Choi é investigada por tráfico de influência e corrupção devido a suspeitas de que aproveitou seus contatos na "Casa Azul", sede da presidência, para extorquir os principais conglomerados econômicos do país, como Samsung, que teria destinado importantes somas de dinheiro a fundações criadas pela amiga da presidente.

Na semana passada, ao retornar da Alemanha, para onde havia fugido, Choi se entregou à polícia e foi submetida a várias horas de interrogatório pelo Ministério Público (MP) sul-coreano. "Desculpem-me. Cometi um pecado mortal", declaro Choi depois de entrar na sede do MP.

Amiga era eminência parda do governo

Durante dias, a imprensa abordou exaustivamente a amizade entre as duas mulheres. Os meios de comunicação a descrevem como uma "Rasputina" – em alusão a Rasputin, o místico (chamado de "Monge Louco") que exerceu uma grande influência sobre o Czar Nicolau II da Rússia no início do século XX. Choi relia e corrigia os discursos da presidente e até mesmo a aconselhava nas nomeações de integrantes de alto escalão.

Além disso, ela teria tido acesso a documentos confidenciais, o que abala a imagem da presidente, em franca queda, apesar de ter se desculpado publicamente na sexta-feira (11). Apenas 9,2% dos sul-coreanos aprovam sua gestão e 67% desejam que a presidente renuncie, segundo uma pesquisa de opinião pública divulgada nesta terça-feira.

Constituição não permite medidas contra presidente

Choi visitava frequentemente a "Casa Azul" desde que Park assumiu a presidência, em fevereiro de 2013, afirmou nesta terça-feira o jornal Hankyoreh. A presidência desmentiu energicamente a informação e a presidente Park só admitiu ter pedido conselhos a Choi a respeito de alguns discursos.

Depois da explosão do escândalo, Park destituiu vários de seus conselheiros suspeitos de estar vinculados a Choi. Para superar a crise, Park cogita a possibilidade de nomear um gabinete de união nacional, segundo alguns observadores. A Constituição sul-coreana não autoriza ações judiciais contra um presidente em funções.

(com informações da AFP)

Fonte: Rádio França Internacional

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