Tropa de elite mata 6 sequestradores e liberta 13 reféns em Bangladesh

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Bangladesh

Grupo Estado Islâmico

Tropa de elite mata 6 sequestradores e liberta 13 reféns em Bangladesh

Por

RFI

mediaTropas de elite de Bangladesh que resgataram os reféns
REUTERS/Mohammad Ponir Hossain

Tropas de elite de Bangladesh libertaram hoje treze reféns e mataram seis sequestradores durante o cerco a um restaurante, em Daca, tomado ontem por homens armados, supostamente do grupo Estado Islâmico. A invasão do restaurante pelos criminosos deixou mais de 20 mortos de diferentes nacionalidades, além de dois policiais.

Os reféns libertados são dez bengalis, um japonês e dois cidadãos do Sri Lanka e foram resgatados sãos e salvos.

Cerca de dez homens haviam invadido o restaurante, às 21h20 locais de ontem aos gritos de Alá é grande. O ataque ao restaurante foi reivindicado pelo Estado Islâmico. O restaurante era frequentado por diplomatas e empresários estrangeiros que vivem em Bangladesh.

O embaixador italiano, Mario Palma, declarou que os sequestradores não tinham o "desejo de negociar" e estavam em "missão suicida".

De acordo com a rede de televisão Ekattur, 40 pessoas foram tomadas como reféns, a metade estrangeiros.

Já Sumon Reza, um dos gerentes do estabelecimento que conseguiu escapar pelo telhado para uma loja vizinha, relatou que os invasores fizeram cerca de 20 reféns.

No momento do ataque dos sequestradores, dois policiais foram mortos, ao que parece atingidos por balas ou estilhaços de granada", segundo o comissário de polícia Sheik Nazmul Alam.

Diego Rossini, um chef argentino que trabalha no restaurante, contou que os atacantes "entraram carregando explosivos e granadas". "Foi um massacre, chegaram atirando".

Rossini disse que escapou pelo terraço do restaurante, com um grupo de pessoas, após um agressor atirar contra ele "e não acertar".

Bangladesh vem sofrendo uma onda de assassinatos dos defensores da laicidade, de intelectuais e de membros das minorias religiosas. Esses ataques têm sido atribuídos a grupos extremistas. Foram mais de 50 mortes em três anos.

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Fonte: Rádio França Internacional

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