Theresa May assume governo britânico e nomeia Boris Johnson como chanceler

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Reino Unido

Theresa May assume governo britânico e nomeia Boris Johnson como chanceler

mediaTheresa May e seu marido Philip são aplaudidos ao entrar na residência oficial do governo britânico.
REUTERS/Stefan Rousseau/Pool

A nova primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, prometeu nesta quarta-feira (13) forjar "um papel audacioso" para o seu país fora da União Europeia. Ela também nomeou o líder da campanha pelo Brexit, Boris Johnson, como novo chanceler.

"Agora que vamos deixar a União Europeia, vamos construir um novo papel audacioso e positivo no mundo", declarou May em Downing Street, após receber da rainha Elizabeth II a tarefa de formar um novo governo. May também prometeu proteger a "união" do Reino Unido e trabalhar para um país que trabalhará "para todo o mundo" em seu primeiro discurso como chefe de governo.

A nova primeira-ministra já começou a anunciar membros de seu novo governo, que a imprensa britânica prevê que seja muito mais feminino que o precedente. Neste sentido, nomeou Philip Hammond, que ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores de Cameron, para a pasta das Finanças no lugar de George Osborne.

May, a segunda mulher a assumir o executivo britânico depois de Margareth Thatcher (1979-1990), quer garantir "a justiça social" e a unidade do Reino Unido, ameaçado de divisão pela saída da UE.

Uma foto publicada pelo palácio, na qual May faz uma reverência à rainha, testemunha o encontro solene. Pouco minutos antes, Elizabeth II recebeu seu predecessor, David Cameron, que apresentou sua renúncia na companhia de sua esposa Samantha e de seus três filhos.

Em frente ao Downing Street para seu último discurso como primeiro-ministro, Cameron desejou que o seu país, que "tanto ama", "continue a ter sucesso". "Sigo os passos de um grande primeiro-ministro moderno", declarou May ao tomar posse, depois de receber felicitações da Casa Branca e do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Tão perto quanto possível

Horas antes de se retirar, David Cameron aconselhou Theresa May a permanecer "tão perto quanto possível" da União Europeia, apesar do Brexit que ela deverá conduzir. Conhecida por sua determinação, sua força de trabalho, mas também por uma certa frieza, Theresa May, filha de um pastor, herda um Reino Unido que o referendo deixou de cabeça para baixo, entre turbulências econômicas e pressão dos líderes da UE para que o Reino Unido inicie o mais rapidamente possível o processo de divórcio.

Esta eurocética, que defendeu a permanência na UE durante a campanha do referendo, já havia avisado que não tinha a intenção de ativar o artigo 50 do Tratado de Lisboa – que lança o processo de saída da UE – antes do final do ano.

Ansiosos de ver o executivo britânico esclarecer as suas intenções, os líderes europeus não esperaram a posse para apresentar as suas queixas. "Agora cada um deverá se colocar em uma posição que será a de defender os interesses, a Grã-Bretanha de um lado e, do outro, os interesses da Europa", considerou nesta quarta-feira o porta-voz do governo francês, Stéphane Le Foll.

Uma cúpula sobre as consequências do Brexit com o presidente francês François Hollande, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi será realizada no final de agosto na Itália. Ecoando as declarações de Cameron, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que era a favor "de relações tão estreitas quanto possíveis com o Reino Unido".

Os primeiros dias da nova primeira-ministra também vão ser acompanhados de perto pelos mercados, que buscam certezas após o choque provocado pelo referendo. "A libra recuperou mais de 4% em relação a seu mais baixo nível em 31 anos", atingido semana passada, "enquanto os mercados comemoravam o fato de Theresa May se tornar a nova primeira-ministra", comenta Hussein Sayed, analista da FXTM.

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Fonte: Rádio França Internacional

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