Grupo Estado Islâmico reivindica ataque contra policiais na Bélgica

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Grupo Estado Islâmico reivindica ataque contra policiais na Bélgica

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RFI

mediaO esquema de segurança foi reforçado em torno da delegacia de polícia de Charleroi, após o ataque de sábado, 6 de agosto de 2016.
FRED DUBOIS / BELGA / AFP

O grupo Estado Islâmico reivindicou neste domingo (7) o ataque a duas policiais belgas com uma machadinha, ocorrido na Bélgica na tarde deste sábado (6), que deixou duas policiais feridas. O agressor era um argelino que já tinha ficha na polícia, por roubos. A justiça belga abriu uma investigação por tentativa de assassinato terrorista.

Horas depois do ataque, que acontece em um momento de extrema tensão pela ameaça terrorista na Europa, o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, já havia levantado a hipótese de o agressor ser um extremista religioso. O homem gritou "Alá é grande" enquanto feria as policiais, nas proximidades de uma delegacia de Charleroi, a 60 quilômetros de Bruxelas.

Uma agente sofreu cortes profundos no rosto e está hospitalizada, e a outra teve ferimentos leves. O agressor foi morto a tiros por uma terceira policial. Ele foi identificado neste domingo. Ele era um cidadão argelino de 33 anos conhecido pela polícia por delitos comuns e não atos de terrorismo, que vivia na Bélgica desde 2012, informou a procuradoria federal belga.

Bélgica em estado de alerta

Esse novo ataque acontece no momento em que o nível de alerta terrorista na Bélgica, está no nível 3, o penúltimo da escala. O último atentado terrorista no país aconteceu em março, quando ataques coordenados no aeroporto e em uma estação de metrô da capital resultaram na morte de 32 pessoas. Os atos foram reivindicados pelos extremistas do Estado Islâmico.

Desde os atentados de Paris em 13 de novembro de 2015, que foram preparados na Bélgica e contaram com a participação de extremistas belgas, a polícia fez dezenas de operações antiterroristas. Em 30 de julho, dois homens foram detidos em Valônia, na região de Mons (oeste) e de Liège (leste), suspeitos de estarem planejando atentados.

Em 25 de junho, outros dois suspeitos foram presos em Verviers (leste) e em Tournai, perto da fronteira com a França, acusados de "participação em atividades de um grupo terrorista". Segundo a imprensa belga, eles planejavam atentados suicidas na Bélgica durante uma transmissão pública de um jogo da Eurocopa de futebol 2016.

Segundo o ministério do Interior, 457 homens e mulheres belgas foram, ou tentaram ir, combater na Síria, ou no Iraque, ao lado de grupos jihadistas radicais. Entre essas pessoas, 266 continuam em um desses dois países, e 90 estão desaparecidas – provavelmente mortas, segundo o Órgão belga de Coordenação para Análises de Ameaças (Ocam).

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Fonte: Rádio França Internacional

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