FRANçA/ATENTADO: Líderes mundiais expressam solidariedade após atentados em Paris

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França/Atentado –

Artigo publicado em 14 de Novembro de 2015 –
Atualizado em 14 de Novembro de 2015

Líderes mundiais expressam solidariedade após atentados em Paris

Dilma Rousseff expressou a solidariedade do povo brasileiroDilma Rousseff expressou a solidariedade do povo brasileiro

RFI

A série de atentados terroristas, reivindicados pelo grupo jihadista Estado Islâmico e que deixaram 128 mortos e 250 feridos na noite da sexta-feira (13) em Paris, provocou reações de choque e horror em todo o mundo. Vários líderes mundiais enviaram sua mensagem de apoio ao presidente do país e ao povo francês.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, manifestou em um comunicado oficial "a sua profunda consternação pela série de bárbaros atentados". O texto também transmite as condolências aos familiares das vítimas e solidariedade ao povo francês. "O Brasil condena os ataques nos mais fortes termos e reitera seu firme repúdio a qualquer forma de terrorismo, qualquer que seja sua motivação", diz ainda o comunicado.

O presidente norte-americano, Barack Obama, também condenou energicamente o que chamou de "atentado contra toda a humanidade" e uma "tentativa ultrajante de aterrorizar civis". "Trata-se de um ataque não só contra os franceses, mas contra toda a humanidade e contra os valores que compartilhamos", afirmou.

Obama também disse que os Estados Unidos "trabalharão com a França para levar os terroristas à Justiça" e lembrou que, quando ataques desse tipo acontecem, sempre se pode contar com os franceses.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou "os desprezíveis ataques terroristas realizados em Paris e apresentou suas condolências às famílias das vítimas", segundo seu porta-voz.

Em uma declaração unânime, os quinze países membros do Conselho de Segurança da ONU condenaram "da maneira firme os ataques terroristas odiosos e bárbaros" cometidos em Paris.

O Vaticano expressou sua emoção e pediu uma "resposta decisiva e solidária", citando "um ataque contra a paz de toda a humanidade".

Presidente iraniano cancela viagem à França

A Rússia condenou a série de "atentados atrozes" e "assassinatos desumanos". O presidente do país, Vladimir Putin, expressou seus pêsames, assim como o apoio e a solidariedade da Rússia ao presidente François Hollande, e ao povo francês.

O primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev apelou à comunidade internacional a "se unir contra o extremismo" e a "dar uma resposta forte às ações terroristas".
O imã da mesquita Al-Azhar, instituição de grande prestígio do islã sunita, Ahmed Al-Tayeb, condenou os ataques "odiosos" e apelou "o mundo inteiro a se unir contra o monstro do terrorismo".

O presidente iraniano, Hassan Rohani, adiou sua viagem prevista para a Europa e condenou os ataques, chamando-os de "crimes contra a humanidade".

O ministro saudita das Relações Exteriores, Adel al-Jubeir, condenou "os ataques terroristas odiosos", considerando que constituem uma "violação da ética, da moral e da religião".

Já o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, se disse "profundamente chocado" e manifestou a "solidariedade" da UE. "Estou muito chocado com os eventos de Paris. Nós manifestamos nossa plena solidariedade com o povo da França", escreveu no Twitter

"Profundamente chocada" também foram as palavras utilizadas pela chanceler alemã, Angela Merkel, segundo um comunicado oficial. "O governo alemão está em contato com o governo francês e demonstra a compaixão e a solidariedade do povo alemão", afirmou Merkel.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, expressou sua "solidariedade com seus irmãos franceses". "A Itália está junto a seus irmãos franceses, contra o atroz ataque à Paris e à Europa", postou no Twitter. Roma convocou um comitê nacional de segurança no sábado pela manhã. "A Europa, atingida em seu coração, saberá reagir à barbárie", acrescentou

O chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, manifestou ao primeiro-ministro francês, Manuel Valls, a solidariedade da Espanha. Rajoy conversou por telefone com Valls para expressar "suas condolências e toda sua solidariedade".

Sofrimento da França

Na Turquia, o presidente Recep Tayyip Erdogan pediu um "consenso da comunidade internacional contra o terrorismo". "Como país que conhece perfeitamente os métodos e as consequências do terrorismo, compreendemos perfeitamente o sofrimento que a França vive atualmente."

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que seu país está ao lado da França."Israel está lado a lado com o presidente François Hollande e com o povo francês na guerra conjunta contra o terrorismo", afirmou Netanyahu, que deu pêsames, em nome do povo israelense, às famílias das vítimas e desejou uma rápida recuperação aos feridos.

O Japão se declarou "chocado" e "revoltado" após os "atos de terrorismo desumano e odioso". "O terrorismo nunca vencerá a democracia", afirmou o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.

"Estou chocado com os acontecimentos em Paris", escreveu o primeiro-ministro britânico, David Cameron, no Twitter. "Nossos pensamentos e orações vão para o povo francês".

O Canadá também expressou sua solidariedade."Estamos com a França neste momento sombrio e oferecemos toda a assistência possível", declarou o primeiro-ministro, Justin Trudeau.

O prefeito de Nova York, que entrou em estado de alerta preventivo em função dos atentados de Paris, também exprimiu sua solidariedade. "Os nova-iorquinos ficaram inconsoláveis de ver nossa cidade-irmã Paris ser atingida por essa violência sem sentido".

O governo da China afirmou que está "profundamente comovido" e "condena firmemente os ataques terroristas". "O terrorismo é o inimigo de toda a humanidade, e a China apóia firmemente a França em seus esforços para combater o terrorismo", disse Hong Lei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores.

"O Afeganistão, mais do que qualquer um, é vítima há muito tempo do terrorismo e compreende o sentimento de dor do povo francês", reagiu o presidente afegão Ashra Ghani.

Fonte: Rádio França Internacional

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