COP 21: Sábado tem protestos mundiais pedindo ações decisivas na COP 21

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Artigo publicado em 28 de Novembro de 2015 –
Atualizado em 28 de Novembro de 2015

Sábado tem protestos mundiais pedindo ações decisivas na COP 21

Manifestantes mostram cartazes pedindo proteção ao clima durante marcha em Tóquio neste sábado, 28 de novembro de 2015.Manifestantes mostram cartazes pedindo proteção ao clima durante marcha em Tóquio neste sábado, 28 de novembro de 2015. REUTERS/Thomas Peter

Neste sábado (28), dois dias antes da abertura da Conferência da ONU sobre o Clima, a COP 21, em Paris, milhares de pessoas manifestaram no mundo contra as mudanças climáticas e exigiram que medidas firmes e concretas sejam tomadas no evento. Cerca de 150 chefes de Estado vão participar e 195 países estarão representados.

As Filipinas abriram o leque dos protestos deste sábado com 3.000 pessoas desfilando em Manilha. O país é atingido frequentemente por ciclones, atribuidos às mudanças climáticas. "Protejam nossa casa comum", diziam os cartazes. Denise Fontanilla, porta-voz do Movimento dos povos asiáticos sobre a dívida e o desenvolvimento, declarou que o povo filipino quer enviar uma mensagem ao resto do mundo e, em especial, para os dirigentes do planeta que participam da conferência em Paris. "Nossa sobrevivência não é negociável", ela lembrou.

Em Tóquio, centenas de pessoas se reuniram em nome da adoção de energias renováveis. "O Japão deve estar na linha de frente na COP 21 para promover a energia sustentável pois poucas nações conheceram um desastre da dimensão de Fukushima", declarou o ambientalista e organizador da marcha, Daigo Ichikawa.

Em Bangladesh, mais de 5.000 cidadãos fizeram parte de marchas em cerca de trinta cidades. O país é alvo constante de cheias, tempestades e extensão de áreas desérticas.

Em Brisbane, no nordeste da Austrália, cerca de 5.000 pessoas se concentraram em uma marcha aberta com aborígenes, movimentos da juventude e habitantes das ilhas do Pacífico, afetados pelas enchentes provocadas pelo aquecimento global.

Desfiles aconteceram também em Bangladesh e na Nova Zelândia.

No domingo (29), novos protestos estão previstos por ONGs ambientais no Cairo, Sydney, Nova Déli, Kampala e Londres. Nos Estados Unidos, Washington, Los Angeles, Nova York e Austin devem ser palco de desfiles, assimo como Colômbia, Bolívia, São Paulo e México, na América Latina. No Brasil, 19 cidades devem aderir à mobilização por um planeta melhor.

Os protestos pelo mundo são mais do que justificados: segundo o recente relatório da ONU, as tragédias climáticas causaram mais de 600 mil mortes nos últimos 20 anos.

Militantes franceses em casa

As autoridades francesas, temendo que haja incidentes durante as manifestações em Paris, impediram os militantes ambientais de protestar durante a COP 21. A Justiça ordenou o recolhimento domiciliar de 24 ecologistas e diversas caravanas de ativistas foram proibidas de entrar nos arredores de Paris. As medidas, consideradas repressivas, foram denunciadas pelas ONGs ambientais.

Ação, presidentes!

Todos os manifestantes, em todos os países, fizeram uma demanda comum: ações decisivas por parte dos representantes dos 195 países e 40.000 participantes.

A COP 21 vai tentar amarrar um acordo mundial para limitar em 2°C a alta do aquecimento em relação à era pré-industrial; esse é o limite considerado seguro pelos cientistas para evitar mudanças climáticas perigosas (o planeta já está 0,8°C mais quente desde o começo da era pré-industrial).Se o documento não sair, as consequências previstas são dramáticas: enchentes, desaparecimento de espécies, derretimento de geleiras, queda das produções agrícolas, entre outros males.

O primeiro-ministro francês, Laurent Fabius, declarou neste sábado que está confiante na possibilidade de um entendimento comum: "O acordo está ao nosso alcance, mas ainda não foi conquistado", declarou ao jornal Le Monde.

O presidente François Hollande, mais prudente, disse esperar que " alguns países não bloqueiem o processo por falta de garantias".

O governo francês também quer evitar que a COP 21 se transforme em reunião internacional sobre o terrorismo, depois dos atentados de 13 de novembro em Paris.

Fonte: Rádio França Internacional

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