“Caminhão levou tudo que encontrou pela frente”, conta testemunha de ataque em Nice

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“Caminhão levou tudo que encontrou pela frente”, conta testemunha de ataque em Nice

Por

RFI

mediaPolícial evacua o local do atentado em Nice.
REUTERS/Jean-Pierre Ame

A RFI conversou com pessoas que estavam no Passeio dos Ingleses, em Nice, no momento do atentado que deixou pelo menos 84 mortos na cidade do sul da França. Um homem a bordo de um caminhão-frigorífico avançou sobre a multidão que assistia aos fogos de artifício de 14 de Julho, Dia da Queda da Bastilha, principal feriado nacional do país. O ataque, ainda não reivindicado, aconteceu por volta das 22h30, pelo horário local (17h30 em Brasília). O governo francês confirma que o atentado é de caráter terrorista.

Leia os relatos:

Franck estava com a mulher e o filho no local viu cenas de horror: "O caminhão avançava sobre as pessoas e as esmagava. Pensamos que ele ia nos atropelar. Saí correndo com meu filho para a direita, minha mulher para a esquerda. Por questão de um metro, ela não foi atingida. Vi pessoas esmagadas, cabeças ensaguentadas, membros arrancados. O caminhão era imenso, 15 metros de comprimento, e avançava a mais de 80 quilômetros por hora. Ele levava tudo que encontrava pela frente. Nunca vimos nada parecido em nossa vida.”

Aurélie, que estava com o marido e seus amigos, viu pessoas “voando pelos ares” na colisão com o caminhão. “Corremos como pudemos, vimos pessoas feridas caindo, foi horrível, foi um momento de pânico. Quando vimos o caminhão vindo em nossa direção, começamos a correr. Estávamos com nossos filhos pequenos, então foi horrível para eles também. Nós e nossos amigos agarramos as crianças e corremos para a praia. Ouvimos tiros, ficamos com medo que estivessem atirando contra nós. E, quando voltamos, vimos corpos espalhados por tudo, sangue por tudo, gente gritando, ao lado de seus parentes, filhos e amigos mortos. Tentamos fechar os olhos e seguir adiante, mas foi complicado.”

Johana, garçonete, viu tudo da sacada do restaurante onde trabalha, no Passeio dos Ingleses. “Eu estava na sacada e, subitamente, vi uma multidão correndo, umas 300 ou 400 pessoas, que vinham em direção do restaurante, gritando. Até que o caminhão parou e o motorista começou a atirar na multidão.”

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Fonte: Rádio França Internacional

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