Bélgica proíbe venda de componentes para fabricar explosivos

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Atentados de Bruxelas

Grupo Estado Islâmico

Bélgica proíbe venda de componentes para fabricar explosivos

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RFI

mediaAutoridades querem apoio dos comerciantes para identificar comportamentos suspeitos envolvendo produtos químicos.
REUTERS/Francois Lenoir/File Photo

A Bélgica vai interditar, a partir de julho, a venda de substâncias químicas que possam ser usadas na fabricação de explosivos artesanais, como o TATP, bastante utilizado pelo grupo Estado Islâmico.

Um projeto de lei impedindo a venda a particulares de sete produtos foi aprovada pelo Conselho de Ministros, informou o porta-voz do ministro do Emprego e da Economia, Kris Peeters.

Entre os produtos proibidos estão o peróxido de hidrogênio (água oxigenada), que entra na composição do TATP, explosivo mais utilizados pelos terroristas do grupo EI nos atentados de Paris e Bruxelas. “Outros seis produtos, como o ácido nítrico, o nitrometano e quatro herbicidas a base de potássio e de cloro, serão igualmente interditados para o grande público”, precisou o ministro em um comunicado.

A regra determina também a obrigação de notificação de transações suspeitas, desaparecimento ou roubo dos produtos listados e outros oito como acetona, ácido sulfúrico, hexamina e o nitrato de sódio.

Governo quer agir de maneira preventiva

No dia seguinte aos atentados de Bruxelas, 150 litros de ácido sulfúrico e 15 quilos de explosivos do tipo TATP foram descobertos pela polícia em um apartamento no bairro de Schaerbeek, na capital belga, de onde saíram os terroristas que cometeram o atentado no aeroporto de Bruxelas.

Os comerciantes deverão informar as autoridades todas as infrações cometidas de acordo com as novas regras. “Desta forma, teremos tempo de intervir quando um comerciante constatar algum ato suspeito”, disse o ministro. Em caso de infração, a pena pode chegar a cinco anos de prisão e multa de até € 100 mil.

O projeto de lei já passou pela comissão encarregada, no Parlamento, e agora segue para votação em plenário. Mas o ministério do Trabalho e Economia garante que a nova regra começará a valer a partir de julho.

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Fonte: Rádio França Internacional

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