Atos contra imigrantes cresceram 57% depois de plebiscito, diz polícia britânica

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Atos contra imigrantes cresceram 57% depois de plebiscito, diz polícia britânica

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RFI

mediaA vitória do "Leave" provocou um aumento do racismo no Reino Unido
REUTERS/Paul Hackett

Os atos xenófobos têm se multiplicado no Reino Unido desde o resultado do plebiscito realizado no dia 23 de junho, favorável à saída dos britânicos da União Europeia.

Segundo uma reportagem publicada nesta terça-feira (5) pelo jornal francês Le Monde, houve uma alta de 57% das queixas por discriminação ou incitação ao ódio nos quatro dias que sucederam a votação.

"Quem pode se surpreender com essas reações, depois de três meses de campanha focada na imigração europeia?", questiona o jornal Le Monde. A fachada do centro cultural polonês em Hammersmith, em Londres, chegou a ser pichada com os dizeres “Go Home!” (Volte para casa).

“O centro existe desde os anos 60. Por que isso agora ?", questiona a bibliotecária Elzbieta Pagor. "O plebiscito fez as pessoas explodirem", diz em entrevista ao Le Monde. Vários anônimos depositaram flores na frente do centro, pedindo “desculpas” pelo vandalismo.

No total, a polícia registrou 331 queixas em uma semana, contra 63 em média. “O clima nas ruas não é bom”, resume Sayeeda Warsi, deputada conservadora que deixou a campanha pró-Brexit denunciando suas “mentiras e ódio”. Sadiq Khan, filho de um imigrante paquistanês, eleito prefeito de Londres, prometeu “tolerância zero” contra “aqueles que usam o resultado do plebiscito para dividir as pessoas”.

Clima xenófobo preocupa embaixada polonesa

Mais de 800 mil poloneses vivem no Reino Unido. O clima de xenofobia, que ultrapassa as ruas e se instala nas redes sociais, também começa a preocupar a embaixada polonesa. Na internet, os vídeos e mensagens de ódio se multiplicam.

Até mesmo uma hashtag, #PostRefRacisme, foi criada para agregar os comentários.
"As queixas verbais que chegam até nós mostram um aumento das tensões locais desde o plebiscito, que visam diretamente comunidade de imigrantes", disse ao jornal francês Sara Thornton, chefe do Conselho Nacional de responsáveis policiais.

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Fonte: Rádio França Internacional

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