Atirador de Orlando disse ser “soldado islâmico” em ligação à polícia

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Estados Unidos

Massacre de Orlando

Boate Pulse

Atirador de Orlando disse ser "soldado islâmico" em ligação à polícia

mediaFoto utilizada nas redes sociais pelo atirador da boate Pulse, Omar Mateen.
Reuters

O atirador de Orlando, Omar Mateen, reivindicou ser um "soldado islâmico" e atuou com "espantosa calma" quando telefonou para o número de emergência, durante o massacre na boate Pulse, no dia 12 de junho. A revelação do conteúdo da ligação foi feita nesta segunda-feira (20) pelo FBI.

A polícia federal norte-americana divulgou a transcrição parcial do telefonema que Omar Mateen fez no meio de seu brutal ataque contra a boate gay, onde morreram 49 pessoas e 53 ficaram feridas. "Estou em Orlando e sou responsável pelos disparos", disse o agressor, de acordo com o conteúdo revelado.

"O assassino fez declarações homicidas com espantosa calma, de forma deliberada", disse, em coletiva de imprensa, o oficial do FBI Ron Hopper. Segundo ele, o agressor "se identificou como um soldado islâmico e jurou lealdade a uma organização terrorista".

As autoridades não divulgaram o áudio completo da ligação "em respeito às vítimas da horrível tragédia". No texto entregue à imprensa, o FBI também omitiu o nome do atirador e do grupo que ele disse pertencer. As autoridades afirmam não ter, até o momento, evidências de que o ato do homem de 29 anos tenha sido comandado por um grupo terrorista.

Atirador de trancou no banheiro com reféns

A transcrição do telefonema coloca em evidência que, quando a polícia entrou na boate, minutos depois do ataque ter iniciado, Omar Mateen se entrincheirou em um banheiro com um grupo de pessoas.

Por isso, o chefe da polícia de Orlando, John Mina, explicou, na coletiva de imprensa, que durante as três horas que o incidente durou, a polícia passou a considerar o ataque como "uma situação de atirador ativo" para "uma situação de homem armado com reféns".

De acordo com Mina, durante as três horas não houve troca de disparos. O tiroteio reiniciou quando começou a operação de resgate de reféns e o atirador foi morto. Durante esse intervalo, a equipe de negociação da polícia de Orlando manteve três conversas com o atirador.

Polícia responde a críticas

A polícia também rebateu as críticas que recebeu sobre sua ineficácia no gerenciamento da situação ao longo impasse. Segundo uma parte da opinião pública norte-americana, caso os policiais tivesse sido mais ágeis, algumas vítimas poderiam ter sido poupadas.

"Existe essa ideia equivocada de que não fizemos nada durante três horas e estou tratando de deixar claro que isto é absolutamente falso", ressaltou Mina.

(Com informações da AFP)

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Fonte: Rádio França Internacional

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