Atentado em Nice: brasileira foge da violência no Brasil e vive dois atentados em menos de seis meses, na França

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Terrorismo

Atentado em Nice: brasileira foge da violência no Brasil e vive dois atentados em menos de seis meses, na França

Por

Sâmar Razzak

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Coroas de flores em homenagem às vítimas foram depositadas no local onde aconteceu o atentado de Nice. 15 de julho de 2016.
REUTERS/Pascal Rossignol

A professora universitária Carolina Alvarez mora em Nice e, nesta quinta-feira (14), na última hora, desistiu de ir assistir à festa do 14 de Julho à beira mar por causa da filha pequena. “Tenho uma filha de dois anos e achei que seria muito tumulto para ela”, conta.

Logo após o atentado, Carolina ficou sabendo dos fatos e se diz chocada. “Não existe mais lugar seguro na França e isso é bem angustiante. Hoje, o clima está bem triste, as ruas estão desertas", conta. Após os atentados de 13 de novembro, em Paris, ela diz ter ficado muito abalada. “Fiquei muito angustiada. Tirei minha filha da escola e me mudei para Nice. Achei que aqui estaria segura. Menos de seis meses depois, mais um atentado. Nice não merecia isso. A segurança na França não existe mais.”

Ataques com carros não são novidade na França

Essa não é a primeira vez que um atentado desta natureza ocorre na França. Em dezembro de 2014, dois homens lançaram seus veículos na direção de pedestres em dois dias – foram incidentes em separado que abalaram a França.

O primeiro motorista gritou "Allahu Akbar" (Alá é grande) enquanto dirigia o carro atropelando as pessoas na cidade de Dijon, leste do país. Treze pessoas ficaram feridas. O motorista de 40 anos tinha um longo histórico de doença mental e nenhum vínculo com grupos extremistas.

Um dia depois, um homem avançou com uma van branca na direção de um mercado natalino na cidade de Nantes (oeste), matando uma pessoa e ferindo outras nove. Em seguida, ele se autoesfaqueou várias vezes. Investigadores informaram que um laptop foi encontrado em seu veículo, no qual ele mencionou seu "ódio pela sociedade" e disse que temia "ser morto por agentes secretos". O homem cometeu suicídio em sua cela na prisão este ano, enquanto aguardava julgamento.

(com informaçoes da AFP)

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Fonte: Rádio França Internacional

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