Uniogbis promove respeito dos direitos humanos no norte da Guiné-Bissau

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Rádio ONU visitou representação do Escritório da ONU em São Domingos; escritório opera há cinco anos; responsável realça resultados de assessoria às forças policiais.

Bandeira da Guiné-Bissau

Amatijane Candé, de Bissau para a Rádio ONU.

Os direitos humanos são respeitados pelas forças de ordem nas regiões de Cacheu e Oio e quando são violados é por falta de conhecimento dos agentes de segurança.

A constatação é do Escritório Regional do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Uniogbis, da cidade de São Domingos a norte.

Descentralização

A representação é uma das três que a Uniogbis instalou em três províncias do país, uma extensão do escritório central de Bissau que entre outros integra uma Unidade de Reforma da Polícia e um Departamento de Assuntos Políticos.

O chefe do Escritório do Uniogbis da província explicou à Rádio ONU como o local funciona. Jimmy Zea, que é também delegado da Unidade de Reforma, destacou que os resultados a nível dos direitos humanos devem-se à assessoria do gabinete as forças policiais.

Comunidades

Ele realçou a importância da descentralização da estrutura principal e disse ser muito importante para o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

"A forma de estabelecer os escritórios regionais é uma forma de descentralizar as funções na nossa estrutura principal, assim conseguimos chegar mais facilmente nas comunidades que precisam da nossa assessoria e acompanhamento. Trabalhamos com as comunidades através das instituições."

Cacheu e Oio

O escritório reuniu recentemente comunidades das zonas limítrofes com o Senegal no norte, sociedade civil e autoridades administrativas para debater problemas que afetam populares.

O encontro apontou cobrança nas fronteiras como principal problema das comunidades. A medida foi tema da reunião agendada pelo governo, até porque as cobranças são ilícitas e violam a livre circulação de pessoas e bens no espaço Cedeao.

Violência

Uma placa de integração regional foi instalada para desencorajar a prática e foi construído um posto de desalfandegamento comum. O também membro da Divisão de Polícia das Nações Unidas falou das principais atividades desenvolvidas nos últimos tempos.

"Desenvolvemos duas formações sobre o género nas forças policiais e uma especialização para o tratamento de vítimas da violência doméstica. Na área política, fizemos em março e abril formações que se trata das questões do plano estratégico nacional do governo guineense."

Meios

O gabinete trabalha em parceria com o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, e o ministério guineense do Interior no combate ao crime organizado e transfronteiriço.

De acordo com Jimmy Zea, as outras áreas são a luta contra o tráfico de drogas e em breve o apoio ao reforço de segurança e meios tecnológicos nas fronteiras.

Fonte: Rádio ONU

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