Unicef: mortes de adolescentes devido à Aids dobraram desde 2000

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Conferência Internacional sobre a doença começa nesta semana na África do Sul; chefe do Unicef cita "progresso inegável" feito nas últimas três décadas no combate ao HIV, mas afirma que "luta não acabou".

A jovem Martha, que nasceu com HIV, descobriu que seu filho Rahim Idriss nasceu livre do vírus. Foto: Unicef/HIVA201500101/Schermbrucker

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Na véspera da Conferência Internacional sobre Aids, que será realizada nesta semana em Durban, na África do Sul, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, fez um alerta: apesar do progresso global "notável" no combate ao HIV/Aids, é preciso fazer mais para proteger crianças e adolescentes da infecção.

Segundo a agência da ONU, o número de mortes relacionadas à Aids entre adolescentes de 15 a 19 anos mais do que dobrou desde 2000.

Meninas

Em 2015, em todo o mundo, houve uma média de 29 novas infecções por hora nesta faixa etária.

Embora os índices de novas infecções entre adolescentes tenham se estabilizado, o Unicef está preocupado que o crescimento esperado desta população nos próximos anos possa significar um aumento no número geral de casos.

A agência alerta que meninas são particularmente vulneráveis, representando até 65% de novas infecções entre adolescentes em todo o mundo.

Morte

Na África Subsaariana, onde estão cerca de 70% das pessoas no mundo vivendo com HIV, três em cada quatro adolescentes infectados pelo vírus em 2015 eram meninas.

O chefe do Unicef, Anthony Lake, destacou que após todos os avanços e vidas salvas graças à prevenção e ao tratamento e após "todas as batalhas vencidas contra o preconceito e a ignorância relacionados à doença", a Aids ainda é a "segunda causa de morte para pessoas com idades entre 10 e 19 anos em todo mundo, e a principal causa na África".

Teste

No entanto, o medo do teste impede que muitos jovens saibam seu status. Entre adolescentes, apenas 13% das meninas e 9% dos meninos foram testados no último ano.

Uma nova pesquisa, conduzida pela ferramenta móvel do Unicef U-report, mostrou que cerca de 68% dos 52 mil jovens participantes, em 16 países, afirmaram que não queriam ser testados.

Os motivos seriam o medo de um resultado HIV-positivo e preocupação com estigma social.

Nascimento e Amamentação

Ao mesmo tempo, novas infecções entre crianças, por conta da transmissão no nascimento ou durante a amamentação, caíram 70% desde o ano 2000.

O chefe do Unicef destacou a "necessidade urgente" de inovação e vontade política para alcançar todas as crianças.

Em 2015, metade das novas infeções entre crianças com idades entre 0 e 14 anos ocorreu em seis países: Nigéria, Índia, Quênia, Moçambique, Tanzânia e África do Sul.

Para Lake, o "progresso inegável" feito nas últimas três décadas no combate à doença não significa que a "luta tenha acabado".

Nesta segunda, primeiro dia da conferência, o Unicef organizará, entre outros eventos, uma sessão sobre inovação no combate ao HIV.

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Fonte: Rádio ONU

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