Sudão do Sul deve registar “níveis extremos de insegurança alimentar” em 2017

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19/12/2016

Sudão do Sul deve registar "níveis extremos de insegurança alimentar" em 2017

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Unicef revela que crise económica e conflito impedem entrega de ajuda humanitária; falta de abastecimento levou ao fecho de centros de nutrição; confrontos entre o governo e grupos armados desalojaram mais de 1,8 milhão.

O que complica a situação é a crescente insegurança que impede a distribuição de ajuda humanitária em várias áreas do Sudão do Sul. Foto: Unmiss

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, no Sudão do Sul atendeu um recorde de 195 mil crianças com desnutrição aguda grave em 2016.

De acordo com a agência, as estimativas dão conta de que a segurança alimentar deverá piorar até níveis extremos entre fevereiro a maio do próximo ano. A área mais afetada é o norte do país.

Emergência

O que complica a situação é a crescente insegurança que impede a distribuição de ajuda humanitária em várias áreas. Com o conflito entre o governo e grupos armados, mais de 1,8 milhão de pessoas fugiram das suas casas. Destas, 700 mil estão abrigadas em outras áreas dentro do país.

O outro fator é a crise económica no país, onde a inflação ultrapassou 800% desde outubro.

O Unicef aponta problemas de acesso ao estado de Unidade principalmente nos municípios de Koch, Guit, Mayiendit. Pelo menos 4,8 milhões de pessoas estão em situação de crise ou emergência.

No estado ocidental de Bahr el Ghazal comunidades usam fontes de água impura. Estas estão ameaçadas pela estação seca prevendo-se que afete a maioria dos riachos sazonais e poços cavados manualmente.

Tratamento

Os programas de apoio à nutrição foram interrompidos ou funcionam parcialmente em algumas áreas do estado de Equatória devido à insegurança. Vários centros de tratamento ambulatório devem ser suspensos.

Os motivos incluem a falta de suprimentos porque a estrada que dá acesso à área é insegura para o seu transporte.

*Apresentação: Denise Costa.

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Fonte: Rádio ONU

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