Síria: Unicef lembra que nada justifica ataques contra crianças8

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Pelo menos 20 menores foram mortos em ataques aéreos em Manbij e um menino de 12 anos foi decapitado em Alepo; agência calcula que 35 mil crianças estejam sitiadas em Manbij, sem abrigo seguro.

Crianças sírias. Foto: Unicef/NYHQ2012-0218/Alessio Romenzi

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, condenou atentados recentes cometidos contra menores de idade na Síria. A representante da agência no país, Hanaa Singer, declarou que nada "justifica ataques contra crianças".

Na cidade sitiada de Manbij, pelo menos 20 menores de idade foram mortos após ataques aéreos. E em Alepo, um menino de 12 anos foi decaptado por rebeldes e o vídeo do assassinato foi divulgado na internet.

Cerco

Segundo parceiros do Unicef na Síria, as famílias do vilarejo de al-Tukhar, próximo a Manbij, estavam prontas para fugir do local quando os ataques aéreos aconteceram.

O Unicef calcula que 35 mil crianças estejam sob cerco em Manbij e arredores, sem a chance de buscarem abrigo em um local seguro. Nas últimas seis semanas, a violência foi intensificada e pelo menos 2,3 mil pessoas foram mortas na área, incluindo dezenas de crianças.

A agência da ONU deplora qualquer forma de violência e faz um apelo aos envolvidos no conflito sírio, para que façam um esforço e evitem mortes de civis, e que acabem com os assassinatos de crianças.

Novos Confrontos

Em Alepo, o fechamento da rodovia Castello, que é a única rota de acesso à cidade, coloca até 300 mil pessoas sob risco de cerco. Segundo o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, as agências não conseguem chegar ao leste de Alepo desde 7 de julho, quando começaram os confrontos entre forças do governo sírio e grupos armados.

Stephen O'Brien informa que a ONU e parceiros ainda têm alguns estoques de mantimentos para ajudar a população, mas a comida só deve ser suficiente até meados de agosto.

A prioridade agora é reestabelecer o acesso ao leste de Alepo, para que os comboios possam entrar na cidade. No fim de semana, houve um ataque contra um hospital em Alepo e médicos ficaram feridos.

Fonte: Rádio ONU

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