República Centro-Africana: ONU deplora morte de funcionários humanitários

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Vítimas incluem membro da ONG Médicos Sem Fronteiras e chefe de equipa de trabalhadores de auxílio; representante local diz que objetivo é pilhar bens e equipamentos de ajuda aos civis.

Tropas da ONU na República Centro-Africana. Foto: ONU/Catianne Tijerina

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um responsável humanitário das Nações Unidas na República Centro-Africana deplorou os recentes ataques que causaram a morte de funcionários do setor que operavam no país.

Na sexta-feira, um incidente ocorrido próximo da cidade de Bossangoa causou a morte de um motorista da ONG Médicos Sem Fronteiras.

Medicamentos e Combustível

O ato ocorreu um dia depois de um líder de um comboio humanitário ter perdido a vida num ataque ocorrido em Grimari, no município de Kemo. Os veículos transportavam medicamentos e combustível a partir da capital Bangui.

A Rádio ONU conversou com o coordenador humanitário interino das Nações Unidas no país, Michel Yao, que falou da natureza das ações hostis.

De acordo com o responsável, os ataques dos grupos armados são para pilhar os bens e os equipamentos dos funcionários humanitários que devem ser entregues à população que realmente precisa.

Em nota, o coordenador destaca que esses atos “mostram mais uma vez o alto nível de insegurança nas estradas, o que torna extremamente precário o trabalho humanitário”, essencial para o povo da República Centro-Africana.

Trabalhadores

Após expressar condolências pela mortes, Yao condenou os ataques recorrentes e lembrou às partes que a violência contra trabalhadores e bens humanitários viola o direito internacional humanitário.

O coordenador quer o fim dos incidentes, a sua investigação e a responsabilização dos autores. Ele frisou que a presença dos trabalhadores humanitários é para fornecer ajuda essencial e aliviar o sofrimento dos afetados pela crise.

Proteção dos Civis

Para o responsável, os recentes acontecimentos provam uma vez mais a necessidade urgente de garantir a proteção dos civis e “de se respeitar e proteger os trabalhadores humanitários”, conforme o direito internacional humanitário.

Yao realça que os repetidos ataques contra agências humanitárias impedem a prestação de ajuda e evitam que os necessitados tenham acesso ao tipo e auxílio para salvar vidas.

Fonte: Rádio ONU

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