Onusida em Moçambique : “discriminação ocorre em vários setores da sociedade”

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Onusida em Moçambique : "discriminação ocorre em vários setores da sociedade"

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Para Onusida estigma devido à doença é um dos fatores relevantes para discriminação; cerca de 9,7% das pessoas ficaram sem trabalho por serem seropositivos; 6,5% perderam seus trabalhos pela mesma situação.

Uma em cada oito pessoas vivendo com HIV relata terem sido negados serviços de saúde. Foto: Unaids

Ouri Pota, da ONU News em Maputo.

As Nações Unidas celebram neste 1º de março, o Dia Mundial de Zero Discriminação. Este ano o foco é chamar atenção para a importância de eliminar o preconceito nos serviços de saúde.

A ONU News em Maputo conversou com o assessor dos direitos humanos no Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/Sida em Moçambique, Christian Durisch, que caracterizou os tipos de discriminação no país com a oitava maior prevalência do vírus no mundo.

Seropositivo

"A discriminação é uma experiência que para muitas pessoas é diária. Existe a nível pessoal, da comunidade, de serviços públicos, no setor privado e também a nível estrutural. As características pela qual a pessoa pode ser discriminada pode ser a religião, orientação politica, pode ser por orientação sexual assim como o estado de saúde, o estado seropositivo de uma pessoa."

Christian afirmou que a questão da discriminação em Moçambique é visível, tendo citado o relatório "Índice de Estigma de Pessoas vivendo com HIV/Sida" de 2013.

"Sabemos que 9,7% das pessoas entrevistadas, elas acham que foram negados no trabalho por serem seropositivos e 6,5% das pessoas que estavam empregadas no mercado formal foram despedidas, perderam seus trabalhos por ser seropositivo, mas também acontece em outros lugares como na educação."

Obstáculo

Dados de 50 países acompanhados no Índice de Estigma de Pessoas Vivendo com HIV mostram que uma em cada oito pessoas vivendo com HIV relatou terem sido negados serviços de saúde.

Na região África Austral, o estigma e a discriminação por parte dos profissionais de saúde continua a constituir um obstáculo à prestação de serviços adequados a vários grupos de pessoas, em particular, as trabalhadoras de sexo, as pessoas da comunidade Lgbt, aos migrantes, e aos usuários de drogas injetáveis.

Este ano, a Onusida convida todos a "Fazer Barulho" pela #ZeroDiscriminação. A data é considerada uma oportunidade para mostrar ao mundo como todos podem ser parte da transformação e defender uma sociedade justa e inclusiva.

Fonte: Rádio ONU

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