ONU volta a alertar para o aumento da malnutrição e da fome da Nigéria

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Cenário foi observado após presença de comboios humanitários em várias áreas remotas do nordeste; mais de 275 mil deslocados devem receber auxílio no estado de Borno.

Deslocadas internas em um dos campos em Maiduguri, no estado de Borno. Foto: Ocha/Jaspreet Kindra

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Ocha, alertou que milhares de pessoas apresentam níveis de emergência de malnutrição aguda grave ou estão em situação de fome no estado nigeriano de Borno.

A informação foi divulgada esta terça-feira após a entrada de comboios humanitários em 15 acampamentos de áreas de difícil acesso. O objetivo era levar auxílio para cerca de 275 mil deslocados.

Boko Haram

Agências humanitárias estão a trabalhar com o governo para oferecer assistência imediata às vítimas do conflito, que opõem o governo e as milícias Boko Haram.

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, relatou níveis alarmantes de desnutrição aguda grave. Recentemente, as autoridades nigerianas declararam emergência nutricional em Borno.

Antes, as Nações Undas desembolsaram US$ 13 milhões para dar ajuda para salvar mais de 250 mil pessoas na região nordestina.

Escassez

Uma outra área que carece de assistência é Bacia do Lago Chade, onde 3,8 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar grave. Os deslocados estão entre os mais afetados pela subida dos preços e pela escassez de alimentos.

O conflito, as chuvas irregulares e outros fatores ambientais agravaram a situação na Nigéria e nos vizinhos Camarões, Chade e Níger.

A capital nigeriana de Abuja acolheu um diálogo regional em junho. A ONU participou nas sessões com representantes de governos, organizações internacionais e regionais, doadores e a sociedade civil.

O consenso alcançado é que deve ser melhorada a proteção e a assistência dada às populações da Bacia do Lago Chade, particularmente aos refugiados e aos deslocados internos.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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Fonte: Rádio ONU

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