ONU: “Não há mãos certas para armas erradas”

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15/12/2016

ONU: "Não há mãos certas para armas erradas"

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Em seu último discurso ao Conselho de Segurança antes de deixar o cargo, o vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, afirmou que evitar que atores não-estatais adquiram e usem armas de destruição em massa é "uma das responsabilidades mais importantes da comunidade internacional".

Jan Eliasson no Conselho de Segurança nesta quinta-feira. Foto: ONU/Manuel Elias

Laura Gelbert, da ONU News em Nova York.

O vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, disse ao Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta quinta-feira que "não há mãos certas para armas erradas". O órgão realiza um debate aberto sobre a interrupção da proliferação de armas de destruição em massa por atores não-estatais.

Em seu último discurso no órgão antes de deixar o cargo, Eliasson afirmou que evitar que estes atores adquiram e usem armas de destruição em massa é "uma das responsabilidades mais importantes da comunidade internacional".

Armas químicas

Eliasson disse que diversas medidas de proteção foram tomadas, mas alertou que em um ambiente de segurança global que muda rapidamente, lacunas "vão continuar abrindo".

O vice-chefe da ONU citou uso de armas químicas pelo grupo terrorista Daesh na Síria e no Iraque e afirmou que há "preocupações legítimas sobre a segurança de grandes estoques de materiais que podem ser usados como armas fora da regulação internacional".

Ele afirmou ainda que "avanços científicos diminuíram as barreiras à produção de armas biológicas" . Eliasson mencionou que novas tecnologias, como impressão em 3D e veículos aéreos não tripulados, estão se somando às ameaças de um ataque usando uma arma de destruição em massa.

Segundo o vice-secretário-geral, prevenir um ataque com essas armas por um grupo não-estatal será um "desafio de longo prazo que exige respostas de longo prazo".

Terrorismo e segurança cibernética

Para ele, é preciso também atenção ao que chamou de crescente ligação entre arma de destruição em massa, terrorismo e segurança cibernética.

Eliasson alertou que "ações mal-intencionadas no ciberespaço têm consequências no mundo real".

O vice-chefe da ONU defendeu ainda que não pode haver impunidade aos que usam armas de destruição em massa e que o Conselho de Segurança também tem um papel a desempenhar neste processo.

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Fonte: Rádio ONU

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