ONU indica sinais de “piora na segurança” na República Centro-Africana

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Alto Comissário para os Direitos Humanos destaca poderio de grupos armados e sua ação sobre civis; pelo menos 17 pessoas morreram em junho em confrontos entre milícias Séléka e anti-Balaka.

Alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A segurança e a situação dos direitos humanos na República Centro-Africana podem estar a piorar novamente, segundo o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos.

Zeid Al Hussein publicou uma nota, na segunda-feira, na qual adverte para uma "série de incidentes graves" ocorridos na capital Bangui e em áreas rurais após um "início positivo de 2016".

População

De acordo com a declaração, os grupos armados continuam "muito poderosos" e aproveitam-se da população civil.

Zeid revelou profunda preocupação com alegações “credíveis” de abuso sexual grave atribuídas a soldados do exército ugandês, que foi enviado ao país para combater separatistas do Exército de Resistência do Senhor, LRA, em 2009.

As alegações implicam elementos das Forças de Defesa do Povo do Uganda em 18 casos de estupro, que incluem vítimas que na altura eram menores e viviam em áreas do sudeste.

Crianças-soldado

O alto comissário destacou que "continuam a ser de grande preocupação" várias ações do LRA como assassinatos em grande escala, mutilações, raptos, escravidão sexual e recrutamento forçado de crianças-soldado.

Zeid informou que o seu escritório já contactou as autoridades ugandesas sobre as alegações de abuso e exploração sexual, rapto e casamento forçado, e vai "continuar a acompanhar o assunto com grande atenção".

No total, foram registados 17 casos da violência em junho que envolvem as milícias anti-Balaka, maioritariamente cristãs, e Seléka, compostas por muçulmanos.

Mortos

Seis homens armados foram mortos e cerca de 15 civis ficaram feridos em confrontos entre grupos rivais que tiveram lugar a 20 de junho.

No mesmo dia, as forças da Missão da ONU na República Centro-Africana, Minusca, intervieram para retirar militares e a polícias da operação de paz que tinham sido cercados por uma multidão armada hostil num prédio.

A 24 de junho, um polícia senegalês da operação de paz também foi morto em Bangui por homens armados não identificados.

Fonte: Rádio ONU

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