ONU condena ataque contra hospital da “Médico Sem Fronteiras” no Iêmen

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11/01/2016

ONU condena ataque contra hospital da "Médico Sem Fronteiras" no Iêmen

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Ban Ki-moon quer a abertura de uma investigação sobre o caso; não se sabe ainda quem foi o responsável pela ação que matou pelo menos quatro pessoas.

Hospital no Iêmen. Foto: Unicef/Magd Farid

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O secretário-geral das Nações Unidas condenou o ataque contra um hospital da ONG Médicos Sem Fronteiras em Saada, no norte do Iêmen.

Ban Ki-moon expressou solidariedade às famílias das vítimas e ao povo iemenita depois do incidente ocorrido neste domingo e que matou pelo menos quatro pessoas.

Confrontos

De acordo com um comunicado da Médicos Sem Fronteiras, 10 pessoas ficaram feridas durante a ação.

A ONG informou que não se sabe ainda se o prédio foi bombardeado pela coligação liderada pela Arábia Saudita ou atingido por um foguete lançado pelas milícias Houthis. O país está sofrendo com os confrontos entre Houthis, o governo e os seus aliados.

Acesso Limitado

O chefe da ONU disse que o incidente aconteceu depois de vários ataques que afetaram instalações de saúde. Em 2015, por exemplo, o Hospital Médico de Haydan, também em Saada, foi atingido nos conflitos e ainda um posto de saúde móvel em Taiz.

Ban Ki-moon está extremamente preocupado com o acesso cada vez mais limitado aos serviços essenciais de saúde para os iemenitas.

Segundo ele, hospitais e pessoal médico estão explicitamente protegidos sob o direito humanitário internacional, que prevê que “todos os ataques intencionais contra civis e infraestruturas civis representam uma grave violação”.

Mecanismos

Ban pediu uma investigação rápida, eficaz, independente e imparcial para assegurar a prestação de contas.

O secretário-geral termina a nota reiterando apelo a todas as partes do conflito iemenita para o fim imediato de todas as hostilidades e para que resolvam as diferenças em negociações pacíficas mediadas pelo seu enviado especial.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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Fonte: Rádio ONU

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