Migrantes mortos no Mediterrâneo já chegam a 2,8 mil em 2016

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OIM afirmou que resultado é muito maior do que o registrado durante os primeiros seis meses do ano passado; agência calcula que mais de 214 mil pessoas chegaram à Europa pelo mar de janeiro até 22 de junho.

A Grécia é o país mais visado pelos migrantes e refugiados, seguida pela Itália e Espanha. Foto: OIM/Francesco Malavolta

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, afirmou que o número de mortes registradas no Mar Mediterrâneo desde 1º de janeiro a 22 de junho chegou a 2.861.

O resultado é bem maior do que os 1.838 óbitos ocorridos durante os primeiros seis meses de 2015.

214 Mil

A agência parceira da ONU calcula que mais de 214 mil migrantes e refugiados chegaram à Europa pelo mar Mediterrâneo durante o mesmo período.

Em comparação a 2015, foram 146 mil pessoas chegando à Itália, Grécia, Chipre e Espanha.

A Grécia é o país mais visado pelos migrantes e refugiados, seguida pela Itália e Espanha. Já o número de mortes é maior na rota usada para chegar à Itália, seis vezes mais do que em relação à Grécia.

O porta-voz da OIM em Roma, Flávio Di Giacomo, disse esta sexta-feira que a marinha italiana e outras embarcações internacionais resgataram 5 mil migrantes no canal da Sicília em 40 operações desde a manhã desta quinta-feira.

Etiópia

A agência informou ainda que 19 migrantes da Etiópia morreram sufocados dentro de um container de um caminhão que estava indo da África do Sul para a Zâmbia.

O porta-voz da OIM, Joel Millman, afirmou que "esse foi o pior caso com mortes já visto nessa região". Segundo ele, 76 sobreviventes, incluindo crianças, foram levados para abrigos especiais.

As autoridades disseram que houve um aumento significativo do número de migrantes em situação irregular tentando entrar na Zâmbia, vindos particularmente de países da região do Chifre da África.

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Fonte: Rádio ONU

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