Mesmo com internet mais barata, quase 4 bilhões ainda não têm acesso

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Levantamento é da União Internacional das Telecomunicações; maioria dos usuários está nos países em desenvolvimento, enquanto alcance da banda larga continua sendo maior em nações ricas.

Na Europa, 84% das casas estão conectadas, comparado com 15% na África. Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Quase 4 bilhões de pessoas continuam sem acesso à internet, apesar dos serviço estar mais barato em muitos países. Um levantamento da União Internacional das Telecomunicações, apresentado esta sexta-feira, destaca que a maioria dos usuários vive em nações em desenvolvimento, com 2,5 bilhões de pessoas acessando a rede.

Cerca de 1 bilhão de usuários estão nos países desenvolvidos, que têm um alto índice de alcance da internet. Nos países ricos, 81% da população acessa a rede, contra 15% nas nações menos desenvolvidas do mundo.

Celular

A pesquisa da UIT revela também que a cobertura de telefones móveis já atinge 95% da população global. São quase 7 bilhões de pessoas com celular, sendo que em muitas áreas, a cobertura ainda é 2G.

As assinaturas de banda larga devem alcançar 12 entre 100 habitantes do planeta neste ano, com Europa e Américas liderando. Usar a internet em aparelhos móveis sai mais barato do que ter uma rede fixa em casa: na Europa, 84% das casas estão conectadas, comparado com 15% na África. Mas na China, por exemplo, 230 milhões de lares têm internet.

Mulheres

A desigualdade de gênero também é uma realidade no setor. O alcance da internet é maior para os homens do que para as mulheres, com a disparidade batendo os 12% pela média global. Enquanto na África a disparidade do alcance entre homens e mulheres chega a 23%, nas Américas o índice é de 2%.

Ao lançar o relatório, o secretário-geral da UIT declarou que o acesso às tecnologias da informação e da comunicação, em especial à banda larga, pode contribuir para o alcance da Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável.

Para Houlin Zhao, é preciso fazer mais para acabar com a divisão digital e garantir que todas as pessoas do planeta possam usufruir os benefícios da internet.

Fonte: Rádio ONU

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