Irã teve a taxa mais alta de execuções em duas décadas

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Foram 966 pessoas executadas no ano passado, sendo pelo menos quatro menores de idade; alto comissário da ONU para os direitos humanos pede ao país para acabar com a pena de morte para crimes ligados às drogas.

No ano passado, 966 pessoas foram executadas no Irã, o maior número em duas décadas. Foto: ONU/Marco Dormino

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Parlamento do Irã está debatendo uma nova lei que pode retirar a pena de morte obrigatória para crimes relacionados às drogas. Enquanto isso, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos faz um apelo ao país.

Nesta quinta-feira, Zeid Al Hussein pediu ao Irã para acabar com a pena de morte para criminosos ligados ao narcotráfico, posse ou uso de drogas. Na semana passada, cinco homens foram enforcados, três acusados de narcotráfico.

Moratória

Um deles, Rashid Kouhi foi sentenciado em 2012 após ser encontrado com 800 gramas de metanfetamina. A execução ocorreu no sábado. No ano passado, 966 pessoas foram executadas no Irã, o maior número em duas décadas. Pelo menos quatro eram menores de idade.

O alto comissário da ONU tem expectativa de que o Parlamento aprove a lei, mas lamenta que execuções de criminosos ligados às drogas continuem ocorrendo: foram 60 casos desde janeiro.

Segundo Zeid Al Hussein, a pena de morte não detém o tráfico e o porte de drogas, por isso ele pede ao Irã para impor a moratória.

Fonte: Rádio ONU

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