Febre amarela: OMS pode vacinar mais pessoas do que o planeado em Luanda

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Agência da ONU cita estudo independenteque que estima que deve haver mais moradores do que se pensava; agência fez chegar mais cerca de 2,3 milhões de vacinas ao país; epidemia já causou 3.294 casos e pelo menos 347 mortes.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um estudo independente para avaliar a vacinação contra a febre amarela em Luanda supõe que pode haver “entre 1 milhão e 2 milhões de pessoas a mais” em relação aos dados atuais sobre a capital angolana.

A informação consta da mais recente atualização sobre o surto, publicada pela Organização Mundial da Saúde, OMS. As projeções do Censo da População 2014 estimam haver 6,5 milhões de habitantes na principal cidade angolana.

Mais Vacinas

A Rádio ONU conversou com o representante da agência em Angola, Hernando Agudelo. Falando de Luanda, o responsável também confirmou terem chegado recentemente mais cerca de 2,3 milhões de vacinas ao país.

“Em princípio foi um censo bem feito. Foi feita uma análise de consenso para ver se havia uma boa qualidade. A qualidade do censo foi boa. O que traz dúvida é que, apesar de todas as vacinas e da gente vacinada a nível nacional, ainda não temos uma cobertura de 100% mesmo tendo já chegado a mais de 6 milhões de pessoas vacinadas. Ainda faltaria meio milhão por vacinar. Não posso afirmar que a população de Luanda não está correta, em concordância com o censo.”

Novos Casos

Entretanto, os planos para aumentar o número de pessoas vacinadas envolvem vários parceiros do governo. Desde dezembro foram notificados 3.294 casos suspeitos de febre amarela em todo o país, com pelo menos 347 mortes.

Em todas as 18 províncias angolanas já foram confirmados pacientes. A maioria são homens de idades entre os 15 e 19 anos seguidos de indivíduos do mesmo sexo da faixa entre os 20 e 24 anos.

Esta semana começa a vacinação em áreas da província de Cunene, enquanto o processo continua em Lunda Norte e Zaire. A imunização conta com o apoio de agências que incluem a OMS e o Fundo da ONU para a Infância, Unicef.

Fonte: Rádio ONU

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