Eritreia: comissão cita crimes contra a humanidade de funcionários do governo

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Grupo criado pela ONU fala de campanha contra a população com cerca de 25 anos; relatório ao Conselho de Direitos Humanos indica que razões como controlo e domínio dos eritreus.

Sheila B. Keetharuth (direita) relatora especial sobre direitos humanos na Eritreia. Foto: ONU/Amanda Voisard

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Comissão de Inquérito de Direitos Humanos sobre a Eritreia revelou esta terça-feira que funcionários do governo do país “cometem crimes contra a humanidade”.

O presidente do grupo, Mike Smith, apresentou um informe ao Conselho de Direitos Humanos ao lado dos especialistas Sheila Keetharuth e Victor Dankwa que também participaram nas investigações.

Campanha

Os crimes incluem “escravidão, detenção, desaparecimentos forçados, tortura, perseguição, estupro, assassinato e outros atos desumanos” a civis como parte de uma campanha generalizada e sistemática contra a população desde 1991.

A comissão indica ainda que a iniciativa pretende “controlar a população e perpetuar o domínio da liderança na Eritreia”.

Escravidão

Em relação à escravidão, o grupo das Nações Unidas registou ações das tropas e nos programas de serviço militar, por tempo indefinido por vezes em anos, ultrapassando os mais de 18 meses previstos pela lei.

Às autoridades eritreias são atribuídos atos como que podem incluir trabalho forçado, trabalho em condições desumanas, estupro e tortura.

O relatório cita um impacto devastador de iniciativas sobre a vida de famílias e a liberdade de escolha. O grupo revela que depois de promessas, o governo da Eritreia não tomou medidas para resolver nenhum destes problemas.

Prestação de Contas

Há um ano, o Conselho de Direitos Humanos mandatou o grupo para investigar crimes contra a humanidade e abordar a prestação de contas.

O relatório apela aos países a levar os autores dos vários crimes à justiça, “não só pelo número incontável de vítimas eritreias mas para demonstrar que tal comportamento é atualmente inaceitável em qualquer lugar no mundo.”

Fonte: Rádio ONU

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