Ciência nuclear ajuda mulheres sudanesas a produzir mais vegetais

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Aiea formou cientistas para estudar átomos no solo, na água, nos fertilizantes e nas plantações; previsões alertam para aumentos acentuados nos preços dos alimentos básicos no Sudão.

Ciência nuclear ajuda sudanesas a transformar terras secas em campos de vegetais. Foto: Aiea/N. Jawerth

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Agência Internacional de Energia Atómica, Aiea, anunciou o arranque de uma iniciativa em que a ciência nuclear é aplicada para ajudar mulheres sudanesas a transformar as terras secas em viveiros de vegetais.

Campos agrícolas e hortas de pequena escala no Sudão foram otimizadas com o apoio da agência para que mulheres, famílias e aldeias tenham acesso a vegetais que incluem cebola, berinjela, quiabo e folhas verdes.

Alimentos Básicos

A agricultura é a principal fonte de renda e sustento dos sudaneses. O setor envolve até 80% da população num país que para este ano as previsões indicam que deve enfrentar aumentos acentuados nos preços dos alimentos básicos.

As Nações Unidas preveem que continuem desafios como inundações que destroem culturas, pragas e o bloqueio de rotas internas e transfronteiriças.

A previsão é que também aconteçam surtos de doenças localizadas e fatores ambientais como avanço da desertificação e da degradação do solo. A agricultura contribui para cerca de 95% das exportações do país.

Apoio

A Aiea enviou especialistas para treinar cientistas locais que dão apoio técnico aos produtores em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

A técnica usa a sonda de neutrões para medir a umidade do solo e determinar os níveis ideais para a produção no Centro de Pesquisa de Kassala.

Equilíbrio

A agência defende que estudar os átomos no solo, na água, nos fertilizantes e nas culturas é uma forma muito precisa de aproximar os elementos e determinar o que funciona ou não para estimular a produção.

O estudo ajuda "a chegar a um equilíbrio entre a proteção do solo e a economia de água para favorecer as culturas".

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Fonte: Rádio ONU

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