Catarina Furtado fala de experiência “comovente” na Guiné-Bissau

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Embaixadora do Unfpa visitou bloco operatório em Bafatá, no leste; atriz apoia projeto "Dar vida sem Morrer" e participou na entrega de donativo; hospital da região beneficiou de medicamentos.

Catarina Furtado ao lado da chefe do Unfpa e de responsáveis da saúde guineenses em Bafatá. Foto: Unfpa/Guiné-Bissau.

A redução de mortes de mulheres e de crianças na Guiné-Bissau foi aplaudida pela embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, Catarina Furtado.

A atriz portuguesa conversou com jornalistas na cidade de Bafatá, no leste do país.

Projeto

Furtado mencionou os índices da mortalidade materna e infantil nas regiões de Bafatá, Gabu e Oio, zonas de intervenção do Projeto "Dar Vida sem Morrer".

A conversa aconteceu no arranque do fim de semana à margem da cerimónia de entrega de medicamentos e equipamentos sanitários ao Hospital Regional de Bafatá.

Objetivos

O projeto conjunto do Instituto Camões, Sociedade Civil de Portugal e do Unfpa foi lançado há seis anos e visava entre outras metas diminuir a mortalidade materna e infantil. Para a também apresentadora de televisão portuguesa os objetivos foram alcançados.

"Fico muito contente porque a gestão com o ministério da saúde juntamente com a gestão, o supervisionamento, o acompanhamento do Unfpa dão dados muito concretos de que as coisas estão a correr bem, as dificuldades são sempre imensas, a realidade é difícil, mas de fato há melhores condições nestas três zonas".

Intervenções Cirúrgicas

O Hospital Regional de Bafatá dispõe, há três anos, de um bloco operatório construído no âmbito do referido projeto que tem permitido a realização de cesarianas bem-sucedidas, salvando vidas de muitas mulheres e crianças. Para Catarina Furtado é comovente ver o bloco a funcionar.

Ela reconhece a existência de dificuldades a superar, mas acredita em dias melhores e exorta o pessoal médico e as enfermeiras a não baixarem os braços. O lançamento da primeira pedra para a construção do Bloco Operatório aconteceu em 2011, segundo Furtado.

"Pude constatar, espreitando o bloco operatório, espero hoje assistir a um parto. A emoção é muito grande ver que está a funcionar e os técnicos de saúde fazem melhor que podem e é isso que espero que continuem sempre a fazer porque eu estarei lá longe mas perto o coração com vocês".

Donativo

A instituição beneficia agora de medicamentos e equipamentos sanitários, num montante não revelado.

A doação foi feita pelo Fundo das Nações Unidas para a População no âmbito da iniciativa H4+, tendo Catarina Furtado promovido a distribuição do donativo.

Fonte: Rádio ONU

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