Ataques e discriminação a pessoas com albinismo “devem acabar”

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Dia Mundial de Consciencialização sobre o Albinismo é celebrado neste domingo; em mensagem sobre o dia, secretário-geral da ONU lembrou que Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável se compromete a não deixar ninguém para trás.

Dia Internacional de Consciencialização sobre o Albinismo. Foto: ONU/Marie Frechon

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Comemora-se nesta segunda-feira o Dia Internacional de Consciencialização sobre o Albinismo.

Em mensagem sobre a data, o secretário-geral da ONU lembrou que a condição é encontrada em todos os lugares do mundo assim como, infelizmente, diversos níveis de discriminação e estigma a estas pessoas.

Mitos e Ataques

Ban Ki-moon afirmou que o albismo é muitas vezes sujeito à "mistificação, levando a crenças errôneas e mitos".

Ele alertou que a crença "completamente errada" de que poções e amuletos feitos com partes do corpo de pessoas com albinismo têm poderes mágicos "levou a um aumento, em alguns países, por tais restos humanos".

Isto levou a ataques, sequestros e assassinatos de pessoas com albinismo e, segundo Ban, até ao roubo de seus corpos de cemitérios.

Discriminação e Estigma

O secretário-geral ressaltou uma "longa história de discriminação e estigmatização do albinismo".

Em alguns lugares, as pessoas com esta condição podem viver em pobreza extrema, sem acesso a serviços básicos como acomodação, cuidado de saúde e educação.

O secretário-geral saudou o anúncio do primeira Especialista Independente da ONU sobre os direitos das pessoas com albinismo.

Desenvolvimento Sustentável

Ban lembrou ainda que a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável promoteu não deixar ninguém para trás. Ele ressaltou que isso inclui pessoas com albinismo, destacando que o "ciclo de ataques, discriminação e pobreza deve ser quebrado".

O chefe da ONU pediu que todos reconheçam que direitos humanos se aplicam a todas as pessoas em todos os lugares, incluindo indivíduos com albinismo.

Ele apelou por ações especiais para acabar com a discriminação que ameaça o bem-estar, a saúde e até a vida dessas pessoas e a realização de programas que permitam que elas participem plenamente da sociedade.

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Fonte: Rádio ONU

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